terça-feira, 7 de abril de 2009

Tecnologia também é POP!

A Ericsson divulgou nesta segunda, 6, o resultado de uma pesquisa realizada por sua área Ericsson ConsumerLab sobre consumo de TV - fixa e móvel - entre os usuários. O estudo é intitulado "IPTV e a Nova Casa".
Segundo a empresa, que desenvolve produtos e serviços na área de IPTV, o estudo teve como público-alvo usuários de alto padrão socioeconômico, basicamente classes A e B, no caso do Brasil.
A pesquisa aponta que as demandas por novos serviços e funcionalidades são muito mais altas no Brasil do que em outros países. Em alguns casos, quase 100% da amostra acharam que os novos serviços deveriam ser muito interessantes.
Uma porcentagem de 94% da amostra deseja mostrar suas fotografias digitais na TV, enquanto 93% apreciam a capacidade de poder bloquear canais específicos de TV para os seus filhos.
Apesar da demanda ser alta, o consumo de tecnologia aqui no Brasil ainda é baixo.Segundo a Ericsson, poucos utilizam seus sistemas de som surround para ouvir música, só o utilizando para ver TV. Muito poucos consumidores gravam programas de TV e a maioria ainda tem gravadores VHS.
Somando-se a isso, temos o chamado efeito “Blinkin Twelve”, que consiste no desconhecimento do usuário em como programar os aparelhos, seja por deficiência tecnológica ou de língua inglesa. O “blinkin twelve” é devido aos mostradores, de forma específica, mostrarem sempre meio dia como hora e zeros nos outros numerais.
Mais tecnologia: A CNN criou um concurso internacional para vídeos gravados com câmeras de celulares. As inscrições para o "Screening Room Mobile Phone Movie Competition" poderão ser feitas até o dia 25 de maio.
A duração máxima de cada peça inscrita é de cinco minutos e precisa necessariamente ter sido gravado a partir do celular. A edição, contudo, pode ser realizada em um computador.
A inscrição é feita através do canal da CNN no Youtube, enviando o filme como resposta ao vídeo que apresenta o concurso. O endereço é http://www.youtube.com/cnn
O vencedor será exibido no website do programa dedicado a cinema da rede, o "The Screening Room". Existe também a possibilidade de o filme premiado ser exibido durante a transmissão do programa na TV.
Os festivais já existentes não exigem que o filme tenha sido gravado a partir do aparelho. Esse é o caso do norte-americano MoFilm Festival e do brasileiro Cel.u.cine. Neles, basta que o filme seja curto, podendo ser exibido em um celular em si.
Tão vendo? Nem só de música vive o pop, que, aos pouquinhos vai aderindo a convergência digital e mostrando que ser mais pop é possível. O Radiohead e o Coldplay já aderiram a ela, da mesma forma que o Foo Fighters. Agora, basta apenas alguém das gravadoras dar um basta no estado de coisas deprimentes que vêm ocorrendo no setor para que a convergência seja uma realidade na Industria Cultural que sempre teve e sempre teá mais apelo que as outras: a música!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Profeta do Punk

No próximo dia 15 vão fazer oito anos que Joey Ramone morreu, depois de uma luta inglória de seis anos, contra um câncer linfático arrasador. Joey e seus companheiros de Ramones são os reais pais do punk e o rock deve a eles bem mais do que a Kurt Cobain, que, em minha modesta opinião, não passou de um suicida de merda.
Os Ramones lideraram, via o CBGB de Nova Iorque, a vertente norte-americana do punk, com suas canções pulsantes e instantâneas, bem ao estilo “nada além de três minutos”. Seus dois primeiros álbuns levaram a todos os quadrantes do planeta o brado “Gabba Gabba Hey”, conseguindo anarquizar tudo e todos, de um modo completamente avassalante. As versões deles para “Lets Dance”, “Needles and Pins” e “Surfin Bird” estão para o rock da mesma forma que se rotularia uma regravação pela banda de pífaros de Caruaru das quatro estações de Vivaldi. Non sense total.
Outra marca impactante no Rock foi o encontro entre Ramones e Phil Spector, que teve como resultado um dos álbuns mais brilhantes do rock básico. “Rock and Roll Radio” é algo indelével e impossível de apagar da memória, tendo quase o significado de se perder a inocência, pois depois de perdida, nunca mais se voltará a ela. “Rock and Roll Radio” é isso em todas as suas faixas.
Assim sendo, os fãs que me desculpem, mas, na minha visão, Kurt Cobain passou em branco pela cena e 15 anos sem ele não significam porra nenhuma. Fui ver a apresentação do Nirvana no RJ e o que eu assisti foi a um dos grandes vexames que alguém possa dar em cima de um palco.
Para mim, os 15 anos sem Kurt Cobain tem o mesmo significado que a Malluh Magalhães morrendo amanhã duma complicação advinda de uma cirurgia de hemorróidas. Falei e ponto final.

domingo, 5 de abril de 2009

Ser ou não ser Pop?

O pop não é música, nem texto, nem imagem. O pop é cultura. Multimídia. Ainda mais hoje que a multimídia não é mais uma ficção. Ela é uma possibilidade acessível a quem quiser transar com ela.
A arte popular hoje passa pela tecnologia. Passa pelo editor de imagem, pelo Sampler e pelo processador de texto, gerando processos, inventando-os ou re-inventando tudo a gosto do artista.
Se antes tudo tinha que ser concreto e palpável, hoje o virtual é mais que uma questão de ordem. Tudo pode ser exibido na rede- a pele que cobre o mundo, levando dados de uma máquina computacional para outra, que, em suas metamorfoses podem ser monitores, terminais, receptores ou emissores. De dados, de cultura, de entretenimento , de coisa séria ou de simples passatempo.
Nunca a humanidade se divertiu tanto como nesse milênio no qual a revolução tecnológica engatinha. As artes exploram os sentidos, que agora incluem entre eles a interação. Nada mais se processa num só sentido. Tudo tem mão e contramão. Dois sentidos. Vida dupla e mais que uma intenção.
Não se sentir pop e se sentir numa ilha, a milhas e milhas daqui. O daqui é qualquer lugar que escolhamos para base. Nele somos o centro do universo. Andamos para frente e para trás. Temos liberdade de ação, expressão e opinião. A tecnologia nos dá acesso ao discurso e nos transforma em veículos de um homem só.
Viver o pop é viver a própria existência, numa massagem de ego comparável e comparada a qualquer atividade. Os nossos 15 minutos de fama viraram a eternidade, armazenada em diversas formas de mídia- da impressa a magnética. Seremos sempre o que queremos ser. Únicos e indivisíveis. Para um domingo cinza, chega de filosofia barata. Até amanhã. Pode ser que eu volte com música. Pode ser que eu volte com mais filosofia. Num jogo de palavras barato e obsceno, é fácil confundir a obra do mestre Picasso com a pica de aço do mestre de obras. Essa é a dúvida.

sábado, 4 de abril de 2009

Mucho, pero no Cult!

Eu já falei aqui algumas vezes que eu nunca gostei de Elvis. Na verdade, não sabia qual era o apelo que ele tinha, já que seu rebolado eu achava meio gay. O mesmo aconteceu com Marlon Brando, que não me disse nada até “O Poderoso Chefão”. James Dean? Para ser sincero eu vi “Vinhas da Ira”( acho. Não sei se foi ele) e chega. Sua morte ao volante de um Porsche RS61 foi bem mais significativa que seus três passos por Hollywood.
Na verdade, o mix cultural da minha infância tinha grandes doses de rádio, pitadas de TV e alguma coisa impressa, como “Radiolândia”, Revista do Rádio”, “Revista do Esporte” e uma coisa que tentaram reviver nesse milênio, mas que não teve o apelo que tinha na minha época – Os álbuns de Figurinhas!
Os melhores eram os da Editora Vecchi- que possuía no catáologo os clássicos “ A Locomoção Através dos Tempos”, “Rodas, Velas e Asas” e “Animais Selvagens”. Esses eu tenho completos e guardo a sete chaves.
No final dos anos 50 apareceram os álbuns com “figurinhas premiadas”- as carimbadas e difíceis de serem conseguidas. Eu consegui-a duras penas- completar o “Titulares do Futebol”, que tinha como carimbadas Oreco(Corinthians), Américo(Palmeiras) e muitos outros desconhecidos, num sortimento completamente diferente da seleção que tinha ganho o campeonato na Suécia um ano antes!
No disco, aconteceram certas semelhanças com esses álbuns de “figurinhas premiadas”. Os lançamentos variavam ao gosto da Direção Comercial das gravadoras que, quando cismavam que uma coisa não ia vender, era um santo sacrifício a Produção Internacional conseguir lançar.
Exemplos? Cream: na época certa teve apenas dois elepês lançados: O “Disraeli Gears” e o “Goodbye”. “Wheels of Fire” não foi lançado porque era……duplo! “Derek & The Dominoes” foi reduzido a single, da mesma forma que “Tommy”(The Who- o original). As desculpas não existiam e como o Brasil era um bom mercado, as direções daqui não eram obrigadas a dar explicações à matriz.
A discografia dos Beatles em catálogo só foi unificada à Britânica no final dos anos 70. O mesmo aconteceu com a dos Stones, já que-até 74- o que havia era uma mistura entre os lançamentos da London(EUA) e Decca(GB).
Muito material importante do Rock Inglês não mereceu a atenção das subsidiárias locais das gravadoras que os tinham sob contrato. Exemplos são vários, a saber- Manfred Mann, Kinks, Spencer Davis Group, John Mayall Bluesbreakers, Pretty Things, Dave Clark Five, Swingin Blue Jeans e Them. Para se ter uma idéia, “Baby Please Don´t Go”(Them, sucesso em compacto de 65 chegou ao Brasil via o filme “Good Morning Vietnam”. Querem mais?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cult Pero no Mucho!

Ontem o Telecine Cult projetou o filme bio-tributo de Bob Evans, que bem podia ser um Remembers(conta tudo) daqueles, mas que, na verdade, contou só as coisas boas, um declínio perigoso( o fascínio pela coca) e uma crise de depressão braba. No mais, todo o roteiro é uma elegia ao famoso “trabalhar-naquilo-que-gostar-e-ficar-rico”.
Para quem não sabe, Robert Evans foi um dos grandes executivos da Paramount por mais de 30 anos e teve a seu cargo produções como “O Poderoso Chefão”, filme pelo qual trocou Ali McGraw pelo Oscar e esta foi parar nas mãos de Steve McQueen. Na minha visão, foi uma boa troca. Na tua não tenho a mínima idéia.
Como sempre acontece, o grande erro de Evans foi a cocaína. Numa Hollywood fingida e cruel, sua dançada lhe fechou todas as portas. A recuperação aconteceu e os amigos( Jack Nicholson é um deles) lhe prestaram um auxílio luxuoso no sentido da recuperação.
Na verdade, todo esse nariz de cera acima serviu para introdução num assunto delicado: Trabalhar naquilo que se gosta. E conseguir viver disso. Tiro isso por mim. Trabalho fazendo o que eu gosto e dinheiro que é bom, neca de pitibiribas. Só ganhei dinheiro na época áurea da Antena 1. Vivia despreocupado e consegui não juntar nada. Torrei tudo.
Não vou dar uma de fanfarrão e proclamar que não me arrependo disso. Na verdade, se eu tivesse um pouquinho mais de cabeça, teria hoje uma casa própria da forma que eu sempre desejei e uma folga financeira que me permitiria gastar com o produto que mais admiro: cultura.
É duro entrar numa livraria como a Travessa e não levar tudo aquilo que deseja. Como é duro ir até a Modern Sound e sair com três Cedes. Nunca fui chegado a roupas e outros adereços corporais. Sou capaz de usar a mesma camisa durante seis anos. Tenho calças velhíssimas e jurássicas. Todos os meus sapatos são do período cretáceo e minha carteira de dinheiro e documentos presenciou a descoberta do fogo.
Minha grande diversão é reouvir e reler, já que a última coisa nova que passou pelos meus olhos foi a trilogia suja de Havana. Um dia eu ganho na Mega-Sena e aí vai ser difícil. Se eu não enfartar com a notícia, a lista de coisas a serem feitas já tem três folhas manuscritas. Um dia eu falo dessa lista.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

The Song Remains the Same

Eu sou quatro anos e 26 dias mais velho que o Rock and Roll. Sou partidário da corrente que diz que o RnR nasceu no dia 14 de abril de 1954, quando Bill Haley entrou num estúdio de gravação e, em três takes, gravou a canção antológica que viria a ser o tema principal de “Blackboard Jungle”.
Nesses 55 anos de idade, o ritmo virou coisa séria, com muita gente ganhando dinheiro com ele ou se apropriando de alguma característica que ele tenha apre$entado em termos financeiros. Até eu consegui uma graninha. Pena que eu torrei ela toda em sexo, drogas e mais rock and roll, não necessáriamente nessa ordem. E, analisando os termos quantitativos da torração, eles foram igualitários, isso é, quando um já era os outros também foram, já que o trio não conseguiu viver separado nesses últimos 54 anos, não é verdade?
Os exemplos são vários. James Brown, Chuck Berry e Jerry Lee- os três- foram condenados por abusar sexualmente de menores. Eu também abusei, mas com 18 anos de idade, só ia ter meninas de 15/17 anos no meu pé e, sinto em dizer a todos, não me fiz de rogado. Bom demais!
Com a primeira grana que eu ganhei tocando, a primeira coisa que fiz foi entrar em duas lojas e comprar, na primeira, uma Yamaha RD75- que andou até cair pedaço. Na segunda comprei um rádio SONY de três faixas que está comigo até hoje.
E o tóxico pode se revelar nessa droga de vida que levo até hoje, escrevendo texto, gravando vinheta, montando trilha e redigindo roteiro, desenhando story board, arte final e por aí vão. Mas, acho legal e, apesar da mulher reclamar e da mãe achar que eu sou vagabundo, o fundo resultante vai dando para viver pelas quebradas. Long Live Rock and Roll!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Essas são as novidades

Booker T Jones, 64 anos de idade, famoso pelo Booker T e os MG´s está de volta. Sua nova banda, bem ensaiada e com CD previsto para estar na praça no próximo dia 21 chama-se “Drive-By Truckers”. Outra novidade da coisa é que Booker T agora toca guitarra! E tão bem quanto o órgão da época dos MG’s. Mais uma surpresa? Ta bem: Neil Young toca guitarra em nove faixas. E, como os álbuns clássicos do “Booker T & MG´s”, o lançamento é totalmente composto por instrumentais.
“Potato Hole”( título do CD) é o primeiro trabalho inédito de Booker em duas décadas e conta com o auxílio de outros MG´s, que “só serão revelados pelos créditos publicados no livreto do CD”, diz o artista.
Depois de uma reunião em agosto de 2008, os membros sobreviventes do Bad Company original- Paul Rodgers, o guitarrista Mick Ralphs e o baterista Simon Kirke, vão se juntar para uma tour de dez shows no próximo verão norte-americano.
Aproveitando o ensejo, eles lançarão o DVD “Hard Rock Live”, gravado na reunião de agosto passado. O baixista contratado para o novo evento é Lynn Sorenson, que acompanha Rodgers em sua banda enquanto Howard Leese, o baixista do Heart, ficará encarregado da guitarra base. Para quem não lembra, Boz Burrell, o baixista original da banda, morreu em 2006. Os shows serão abertos pelo Doobie Brothers.
Também para este mês está previsto o lançamento do novo trabalho de Bob Dylan.