sábado, 1 de agosto de 2009

O que é Felicidade?

Charles Schultz diria pela boca do Snoopy que felicidade é................Minha mãe diria que Felicidade é não ter nenhuma dívida. Já minha prima Ingrid, que vive enrolada com cheque especial, felicidade é não ter nenhuma dívida pendente com o cartão de crédito.
Os Beatles foram felizes até o dia em que resolveram não se apresentar mais. A mesma coisa aconteceu com Brian Wilson, que entre ficar meditando numa caixa de areia e excursionar com os Beach Boys, preferiu a primeira opção, se viciou em cocaína e caiu numa depressão daquelas. A entrevista que ele deu à “Rolling Stone” durante esse período, narrando as diversas tentativas que o irmão Carl e o primo Mike fizeram para faze-lo voltar a razão são tragicômicas. Quanto ao irmão Dennis, esse quando soube pela polícia que integrava a lista das pessoas que seriam assassinadas pelos seguidores de Charles Manson, entrou numa trip descendente que fez todo um shape depressivo e drogado, até leva-lo ao suicídio.
Saber o que é a Felicidade é a verdade que o homem persegue desde que representou a fala com uma idéia gráfica. A epopéia de Gilgamés, que conta as histórias que a bíblia conta bem antes de Deus catar papel para escrevê-la, é uma narrativa de alguém em busca da felicidade plena.
Há quem considere a Odisséia de Homero outra dessas narrativas. Xenofonte narra em “A Retirada dos Dez Mil” o retorno à felicidade de se estar numa terra onde tudo é conhecido. Outra busca da felicidade está na Divina Comédia, enquanto o seu oposto está na santa Inquisição.
A igreja, dentro de sua filosofia sadomasoquista de elegiar o martírio, foi uma das instituições que tentou afastar a felicidade do homem. Alcançar a perfeição pelo sofrimento e pela flagelação é uma das contradições paradoxais que mais atormentaram a mente humana, pois para se alcançar a perfeição por essa via tem-se que ter fé- crença baseada em abstrações, completamente distorcida e desfocada da habilidade humana em interagir como coisas sólidas.
“Ver para Crer” é uma verdade filosófica que até a Igreja respeita e que nunca contestou diretamente. No sentido de coexistir com essa verdade absoluta que derrubava seu dogma de fé, a Igreja fez de Tomé um santo de porte e influência.
Eu, honestamente, descobri ontem a noite que felicidade era o baseado que faltava. Acompanhado de uma trilha sonora maneira, todas as minhas fraturas advindas do samba-canção da existência foram pensadas e relembradas. Foi ali que vi que a Solidão não vai acabar comigo nem meu mundo vai cair. Isso fica para as Dóris Monteiros, Maysas e Dolores Durans, que tão bem cantaram o samba-canção deprimido. E eu de deprimido não tenho porra nenhuma, maninho!

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