domingo, 6 de abril de 2008

RARIDADES!

A foto acima é de uma das raridades da minha coleção de vinil. É um "SellOut"- editado na Austrália- onde o removedor de espinhas ostentado por Keith Moon é um CLEARASIL, em vez do MEDAC encontrado nas capas inglêsa e norte-americana. Para desgosto da periferia fanática pelo grupo, este trabalho nunca foi lançado no patropi, pois, na época desse lançamento, o grupo não tinha gravadora aqui, já que a Cassio Muniz representações- que tinha os direitos da DECCA norte-americana, havia ido a falência pura e simplesmente.
Outra curiosidade sobre a banda é que a versão brasileira original de TOMMY possui apenas um LP. Esse crime foi perpetrado pelo então diretor comercial da Polygram Brasileira que, dentro de sua "experiência", não acreditava que o país possuísse mercado para álbuns duplos. Dentro dessa "filosofia", ele simplesmente não lançou "Wheels of Fire"(Cream) e o "Layla & Other assorted songs"( Derek & The Dominoes) também foi lançado com apenas um LP. Minha discoteca também possui cópias dessas jóias.
Ao que tudo indica, além da discografia falha e incompleta, o Who nunca vai pisar aqui para qualquer presença- seja visita, tour ou apresentação. Dois membros originais da banda já figuram apenas no panteão(Keith e Ethwistle)e os restantes para lá se vão(Pete e Roger). Muito difícil.

sábado, 5 de abril de 2008

MERECE UM CLIQUE?



Olhem só a associação de idéias que o site da microsoft conseguiu fazer na seção "MERECE UM CLIQUE"!

a - "Veja como foi o aniversário da Ana Maria Braga"

b - "Cientistas encontram fezes de 14 mil anos"

c - "Benja elogia tricolores na libertadores"

d - "New Kids on The Block estão de volta".

Que merda, literalmente falando, né mesmo? Falar mal da volta do New Kids on The Block é como chutar cachorro morto. Nem raiva serve para esse tipo de descarrego. E, merda por merda, o que vale mesmo é o tricolor na Libertadores(apesar deu ser Fogão). Voltando ao New Kids, esse "retorno", que era apenas para um programa de TV, deve render um CD estilo BrillBuilding(feito com musicas "recomendadas" por editoras musicais), daqueles que qualquer programador consciente vai mandar direto para a estante, já que, na atualidade, o grupo já não representa picas nem tem mais apelo junto as dreamteens. A meu ver, seria a mesma coisa que Robby Rosa e Ricky Martin revivessem o "MENUDO". Ou, em versão tupiniquim, uma volta do"DOMINÓ" ou o"Trem da Alegria" se reunindo para gravar.

O estado de coisas que o "MERECE UM CLIQUE" citado acima denota é que a banalidade, a falta de novidades espontâneas e o desconhecimento realmente tomaram conta da mídia, que todos tentam oferecer a nós que a consumimos. Apesar disso, toda a multimídia continua a ser consumida, mesmo sem despertar o interesse no público-alvo em adquirí-la.

Qualquer marketing de produto - mesmo em seu lançamento - está calçado em promoções nebulosas, discutíveis e, a muito custo, cumpridas. Um exemplo são as "regras de fidelização", impostas já no sentido preparado de cobrar penalidades, caso o fidelizado queira desfazer a parceria. Graças a deus, no mercado pop, a fidelização é restrita à atratividade do trabalho oferecido. Isso acontece até na bunda-music. No dia em que uma mulher-melancia da vida aparecer com uma celulitezinha que seja, bye bye refletores. Aconteceu com o "É o Tcham!" e já começa a dar sinais em MC Créu e sua troupe de muitas carnes. Quem viver, verá. E verá muito mais coisas do que o já visto até agora. O pop é igual ao futebol: uma tremenda caixinha de surpresas. Isso eu garanto.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O Resultado da Cegueira

DEU NO GLOBO DESSA SEXTA- FEIRA – ( Por Leonardo Lichote) – “ O ano em que Roberto Carlos não lançou seu tradicional disco de natal periga entrar para a história da indústria fonográfica Brasileira como o ano “não”, em queda há um bom tempo, não deu sinais de recuperação em 2007. Não foi um disco de 2007 que ocupou o topo da lista dos mais vendidos.- o título ficou com “minha benção”, de Padre Marcelo Rossi, lançado em 2006.............. A relação dos campeões de vendas também mostra que os lançamentos de 2007 não se saíram bem de uma forma geral- há apenas quatro deles entre os dez mais vendidos.
As informações fazem parte do relatório referente ao mercado fonográfico brasileiro em 2007, que acaba de ser divulgado pela Associação Brasileira de Produtores de Discos(ABPD). Em meio a tantos “nãos”, o mais visível “sim” para o ano se manifesta no segmento digital, que movimentou R$ 24,5 milhões em 2007. Isso representa um crescimento de 185% em relação a 2006. Ainda é pouco para compensar o prejuízo do setor físico de 31,2% - o digital representa apenas 8% do mercado.........”
Desde o lançamento dos DVDs, do surgimento do .mp3, da invenção de Shawn Fenning e da expansão da tecnologia p2p/bit torrent, o mercado fonográfico tradicional, liderado por uma burrice extrema, não se adaptou a essas novidades revolucionárias que, aliadas ao barateamento de equipamentos, tanto para produtores quanto para consumidores, fez surgir gravadoras de fundo de quintal e sites especializados – completamente distantes do modelo de negócio então em voga.
O fenômeno resultante dessa ignorância é transnacional, com a parte mais interessada( a indústria fonográfica) tomando medidas de retaliação, processando consumidores e pedindo licença judicial para invadir computadores, alegando “lesão da propriedade intelectual” e pirataria(aha!).
Em vez de ficar quieto e dividir o pedaço do doce, o mercado fonográfico resolveu comer sózinho a lata de merda. Resultado: apesar de representar hoje apenas 8% de um mercado em queda, o setor teve um crescimento de 185%. Assim chega-se a conclusão de que o nicho- presente de grego feito pela revolução tecnológica- pode representar uma das saídas para essa crise que o mercado fonográfico apresenta. As outras saídas vão discriminadas abaixo:
A – preço do produto- O CD está carésimo no ponto de venda, além de ser processado numa tecnologia mais que obsoleta. O produto precisa passar por uma lipoaspiração de direitos autorais desnecessários, além de um upgrade no formato de gravação. Pela tecnologia tradicional, um CD comporta, in extremis, 18 faixas. Pela tecnologia .mp3, em um CD podem caber mais de 100 faixas. E depois, vem um babaca qualquer culpar a pirataria pelo fracasso da regra de negócio jurássica que a indústria teima em manter.
Numa visão proporcional, as três décadas finais do século XX representaram o apogeu da industria do disco. Nunca se faturou tanto. Fazendo a cotação em dólar universal, um compacto simples custava US$ 2.98 enquanto o LP custava US$ 12.98 (eram esses os preços que TODA a indústria utilizava para calcular lucros e perdas). Pois bem: Gilberto Gil vendeu 686.000 cópias de “Não Chore Mais” e Dalto 1.200.000 cópias de “Muito Estranho”( Compactos Simples). Já o RPM vendeu 2.300.000 cópias de seu Lp ao vivo. E Xuxa? E Roberto Carlos? Naquela época, a pirataria era cometida pela própria Indústria e seus executivos.- Quem, de mais idade, não se lembra dos discos piratas de Roberto Carlos? A grana era tanta que ninguém se importava em combatê-la.
Hoje, a pirataria está democratizada e controlada pelo crime organizado. A brincadeira é boa, muito rentável e séria demais para ser deixada nas mãos dos executivos de gravadora. Um consumidor que grava em casa seus mp3 e troca com amigos é colocado no mesmo pé que a máfia que compra uma matriz e prensa CDs na China que, importados e distribuídos aqui, chegam ao ponto de venda por um preço máximo de R$ 10( a indústria fonográfica quer R$ 40 pelo mesmo produto). Por que não combatê-los em vez de ficar criando softwares que lesam o consumidor e ainda tornam suas máquinas defeituosas?
B- Comercialização – A Internet acabou com o paradigma dos pontos de venda físicos. Ninguém interessado sai mais de casa para ir a uma loja consumir cultura. É bem mais fácil e seguro comprar via rede e pagar via boleto bancário. A Amazon Books e o iTunes são a prova virtual dessa realidade. Se as gravadoras quisessem, isso podia estar sendo implementado desde que a febre das trocas ponto a ponto começou , né mesmo? Outra coisa a ser discutida é a forma do produto. Com a tecnologia digital, a história de se comprar um álbum por causa de uma única faixa já era. Esse papo de "trabalho" e "obra" não passa agora de conversa prá boi dormir.
Então?Em vez de ficar chorando pelo leite derramado, por que não botar mãos a obra?

Choque de Estrelas Cadentes



Duas estrelas cadentes do pop quase se chocam nos palcos do RJ. Todas as duas já velhas conhecidas: A voz de lixa número zero(Rod Stewart) e o Mágico de Ozzie( Ozzy Osbourne). Segundo os releases que recebi, o “norte-americano” Ozzy Osbourne iria cantar clássicos do Black Sabbath. Já quanto ao release de Rod, nenhum erro delirante foi notado. Apenas uma omissão: sua passagem pelo Jeff Beck Group. Rod, conhecedor das melhores coisas do RJ, foi dar uma xeretada na praia, já que esse Príapo highlander não pode ver um rabo de saia( ou de tanga!) que fica louco . Ozzy se apresentou ontem para 38 mil pessoas e Rod canta ainda esta semana. Isso tudo sem minha presença, pois estou achando os preços de ingressos simplesmente extorsivos e, ainda mais, já vi os dois n vezes quando eles me interessavam realmente. Hoje eles são duas peças de minha discoteca jurássica e, a gastar tempo indo lá, prefiro ficar trancado aqui no meu mafuá, digitalizando essa vinilzada antes que tudo seja destruído pela broca e pelo tempo.
Se recordar é viver, me lembro como se fosse hoje da primeira passada que Rod deu no RJ, ainda na década de 70 e que rendeu duas dores de cabeça para a WEA, sua então representante legal. A primeira delas foi técnica: seu então agente pediu a um conhecido que passasse nas lojas do ramo e adquirisse para eles todos os discos de Rod que estivessem a venda. Seu então agente descobriu que a subsidiária local da Warner havia cedido fonogramas de Rod para a SomLivre montar coletâneas de novelas. Acontece que tal pormenor era vedado por contrato.O agente ficou puto e cobrou explicações. André Midani teve que rebolar sem bambolê para resolver o imbroglio e foi aí que a matriz de NY impôs Mr. David Jones como gerente da Warner editora.
A segunda e última foi mais pessoal. Rod, então apreciador de um produto de exportação colombiano, estava com um vidro de leite de magnésia cheio até a boca daquela farinha. Como sua estadia no patropi era promocional, ele teria que ir a sampa, acompanhado do então vice-presidente da gravadora- totalmente careta. E, avisado pelo mesmo que o país vivia um regime de exceção e que a polícia poderia detê-los, revistá-los e arranjar uma baita confusão, o cantor deixou o precioso vidro em confiança com a assessora de imprensa da casa. Essa deu uma de depositário infiel e , simplesmente, cheirou t-u-d-i-n-h-o. E prá efetuar a reposição? A correria foi digna de um conto para 1001 noites e mais uma, he!he!he!
Rod Stewart foi o primeiro superstar alvo de uma hoje apresentadora de TV e, nos anos 90, apenas mais uma descolada que andava pela noite carioca. Como o escocês, além de pão duro e promíscuo, também é precavido, a transa relâmpago aconteceu de camisinha. Se o fato esperado por ela acontecesse, qual seria o nome dele? Rodrigo?.........Lucas?.....Roderic? A escolha fica a critério dos meus três leitores. Inté!

Nota: o “norte-americano” Ozzy Osbourne nasceu em Birmingham- Grã Bretanha- em 1948. Essa informação está em qualquer google da vida. Preguiça mata, né o autor(a) do release?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Música sempre foi notícia






Desde que Franz Liszt se tornou o primeiro artista pop(ver “Lisztomania”, com Roger Daltrey no papel- título), música é notícia-seja na página de cultura, seja na página policial. As revistas escandalosas-ditas de “entretenimento”- entraram no circuito bem tarde, retratando os troca-troca monumentais, sempre sob a alegação de “crueldade mental”, dos quais os passeios de Adriane Galisteu são simples e obsoletas clonagens. Hoje, não é necessária nenhuma alegação como a de “crueldade mental”. Basta apenas um “cansei” para o retorno a disponibilidade real e fantasiosa na cabeça dos masturbadores de plantão.
A notícia musical, além de contribuir para um factual necessário, é a melhor arma que promoters e assessores têm para colocar seus pupílos em evidência. Mas, nem sempre o fato gerado por músicos se transforma em matéria promocional. Dois exemplos recentes foram dados por Keith Richards. O primeiro foi cair de uma árvore e bater de cabeça no chão, quase interrompendo uma tour e levando Mick Jagger ao delírio, só de pensar no montante das multas contratuais que os stones teriam que pagar. O segundo foi aquela declaração fantástica de que teria dado um tiro com um misto de coca e cinza paterna. Não é sensacional?
Nem sempre a notícia musical é recebida numa boa. Você- fã do Queen, iria assistir a um retôrno do grupo sem o vocal de Freddie Mercury? Mesmo sendo o Paul Rodgers cantando? Qual seria o repertório da banda no sentido de não gerar comparações entre o falecido e o novo vocalista? Você compraria o lançamento que vem por aí?
E quanto aos Doors? Nesses 34 anos sem Jim Morrison, você iria assistir a um show da banda tendo como front off vocal o ex-vocalista do Cult? Não seria melhor que eles chamassem aquele cara que cantava no Simple Minds?Ao menos esse último tem um padrão vocal igual ao do lagarto-“Dont You” não me deixa mentir(ouvir a versão do compacto).
Para ser sincero, eu nem me abalaria com nada de Queen ou Doors novo. Da mesma forma que nunca assistiria qualquer tentativa de refazer Beatles com dois estranhos mais Paul e Ringo. Um pistoleiro lá de Governador Valadares já dizia que a única forma de reunir os Beatles passa por duas balas 9mm. E eu dou toda a razão a ele.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

MADONNA CONTEMPORANEA & PREÇO MEDIEVAL






Acabei de receber um emeio da Fnac sobre a pré-venda do lançamento 2008 de Madonna – “Hard Candy”. Preço? – Apenas R$ 39,90. No mesmo emeio veio a trilha do documentário de Martin Scorcese sobre nossos old friends(Rolling Stones) que, pelo visto, vão continuar a rolar até a próxima transfusão de sangue total de Keith Richards. O CD é duplo e está a um preço mais razoável. R$ 34,90. Só essa disparidade de preço em ponto-de-venda mostra que a indústria fonográfica está de sacanagem comigo e com o resto dos consumidores.
Ontem, conversando com um dos meus três leitores, disse a ele que não compro um CD há três anos e que, a última vez que fiz isso, foi numa liquidação de saldos das lojas americanas, em companhia de meu irmão Marcelo e do Tony Tornado. Naquela época, com R$ 50, levei prá estante cinco coletâneas com algumas faixas que eu queria em versão digital. Valeu a pena. Desde lá, a única coisa que tenho feito é botar um “e-mule” para garimpar coisas como “Rainforest”(Paul Hardcastle) que eu nunca tive em vinil.
Garanto que isso vai continuar desse jeito e digo mais: nunca mais compro- EM LOJA OU PELA REDE- um CD de quem quer que seja em toda minha vida restante. A realidade disparatada mostra que a indústria fonográfica realmente está a fim de ir para o buraco, levando junto consigo todo um jurassic park de contratados(Lobão inclusive). E que ninguém me venha com essa história de que baixar MP3 pela rede é pirataria, porque não é não. Simplesmente só será uma briga de mais –valia cultural , justificada pela abusividade daqueles que, teóricamente, ainda tentam deter os meios de produção e estão sentindo eles escorrerem entre os dedos como a areia de uma ampulheta quebrada.
Uma outra novidade que se avizinha é a inauguração da iTunes em São Paulo, com atendimento nacional. Isso sim vai ser uma mão na roda, com arquivos musicais legais sob todos os aspectos. Por enquanto isso está na fase boato e vamos ter que ir aturando esses emeios. Um abraço.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Propriedade Intelectual e Censura – Irmãs Gêmeas!



Seria a defesa da propriedade intelectual uma nova forma de censura a criatividade? No meu modesto ponto de vista, a resposta seria afirmativa, já que, em nome dela( propriedade intelectual), diversos crimes contra a criatividade vêm sendo cometidos e só quem se dá conta disso é o criador censurado. Por outro lado, o politicamente correto( outra forma de censura), mantém afastada da mídia qualquer denúncia que se faça contra esse tipo de cerceamento à liberdade de expressão.
Os “defensores” da propriedade intelectual apelam para a ignorância no sentido de censurar a criatividade. Uma dessas apelações é denunciá-la como pirataria estrita. Isso aconteceu com o rap e a cultura de rua norte-americanas. Isso acontece com o hip hop e os funkeiros cariocas. Samplear timbres e trechos é apenas uma forma de queimar etapas na reprodução de uma amostra sonora artificial, numa melhoria inventiva prevista pela lei de patentes.
Um Exemplo? Se a “defesa da propriedade intelectual” fosse aplicada ao segmento industrial de instrumentos eletrônicos, os amplificadores e pedais que emulam o som de guitarras e amplificadores considerados vintage, simplesmente seriam vetados, né mesmo? Seus timbres só poderiam ser reutilizados com a aquiescência de Les Paul, Clarence Leo Fender, Dan Armstrong, Roger the Walve, Hammond, Robert Moog, Rhodes ou seus herdeiros. Grandes indústrias de instrumentos consagrados como a Roland e a Korg simplesmente não existiriam.
E no caso da indústria automobilística? Já imaginou você entrar numa revendedora para comprar teu tão sonhado carrinho, achar ele uma gracinha, etc, e, ao pedir ao vendedor para abrir o capô para você dar uma olhada no motor, ele simplesmente se negar a fazê-lo alegando que iria infringir a propriedade intelectual dos projetistas do veículo?
Agora, um exemplo solidário: você estuda numa faculdade de alta tecnologia e, numa das cadeiras do curso, a exigência básica para se cursá-la é um livro de matemática computacional que custa R$ 220, em média. Não existem outras opções. Você, dotado de poder aquisitivo, pode comprar o livro. Já teu amigo de sala, gente boa e ótimo aluno, não tem essa felicidade. Aí, você xeroca o livro e dá a cópia para ele. Seria isso pirataria? Seria isso infringir a propriedade intelectual ?
Pelas editoras, essa atitude seria uma forma de burlar os “ direitos de propriedade intelectual e de edição” detidos por elas. Se você fosse dar uma de vaca de presépio, você seria conivente com a simples supressão da possibilidade de expressão de um talento criativo( teu amigo gente boa). E na tua consciência, não vai nada?
Por otro lado, a xerox está aí para agilizar teu sentimento solidário, num custo aceitável e fodam-se aqueles que vejam isso como um ato de pirataria criminosa. Na minha visão, pirataria é fazer acordo com a figura pública de uma biografia, lesando o direito a expressão daquele que passou anos a fio pesquisando a vida dessa mesma figura para escrever um trabalho notável, censurado sob a alegação de infringir a propriedade intelectual( vide o caso Roberto Carlos). Pirataria nunca foi usar uma tecnologia de barateamento no sentido de agilizar a inclusão cultural. Isso é permanecer no poço sem fundo do atraso intelectual. A inquisição foi retirada da vitrine no início do século XIX e só a censura predatória/elitista é que vê o pecado nesse processo de difusão.
Mais uma vez, volto a bater na tecla: é necessária uma revisão urgente em toda a legislação do direito autoral. Se essa revisão ficar sendo empurrada com a barriga, mais dia menos dia vem por aí uma encíclica papal dizendo que o progresso é coisa do diabo. Pio IX já fez isso. Por que não Bento XVI ? Ele tem coragem para falar semelhante bobagem!