quinta-feira, 30 de abril de 2009

Quem não tem Colírio usa Óculos Escuros

Tem gente que, para aparecer, pendura uma melancia no pescoço e sai pela rua gritando “Fogo!Fogo”.É o caso da Bebel Gilberto – que cancelou uma tournée ao México lindo devido ao surto da febre suína. Em vez disso, vai a Havana ver se Cuba lança um antídoto para o mal. Outro caso é o de Daniela Mercury, a quem estão creditando um affair com o ex-bispo “come-quieto” e atual Presidente do Paraguai, Fernando Lugo.
Só estão faltando as aparições de Madonna no programa do Amaury Jr. em Campos do Jordão, apresentando sua última adoção em Malawi, o novo filme pornô de Gretchen, fotos de Lucas com o pai Mick Jagger, a mãe Luciana a uns 300m de distância (mas vestida de roxo e laranja para ser identificada) e fotos da cerimônia do novo casamento “por amor” da Suzana Vieira com um cara de......24 anos. Sempre lembrando que o garoto é ilusionista.
Esses são releases que, obrigatóriamente, são deletados da minha caixa de e-mail. O que me envergonha pelos outros é que sempre têm alguém que dá nota ou faz matéria! E o pior de tudo é que esse, digamos, “jornalismo de resultados”, que era restrito aos tablóides sensacionalistas e jornais-povão está chegando a chamada grande imprensa.
Até a “Veja” deu capa para a matéria da morte daquele gigolô que explorava a Suzana Vieira. No “Jornal Nacional”, uma matéria mostrando uma pilha de dinheiro numa Delegacia da Polícia Federal ocupou o espaço que poderia ter sido dado à queda do vôo 1907. Denunciados pela omissão imperdoável, em vez de uma retratação, preferiram iniciar uma campanha alegando a insanidade mental de Paulo Henrique Amorim.
Agora, a “Folha” entra para o rol daqueles que transformam a Internet(Olha só!) em “fonte fidedigna” e veicula uma matéria sobre Dilma Rousseff, seu grupo guerrilheiro e o plano para seqüestrar Delfim Netto, à época Ministro do Planejamento, se não me engano.
Nem checaram se a “ficha de arquivo” era do padrão usado pelo DOPS Paulistano naqueles anos terríveis. O lance era publicar algo apontando a Ministra, apesar do desmentido do então líder- entrevistado na matéria, mas deixado em plano secundário. Resultado: denunciada a fraude, o diário foi obrigado a dar dois vexamosos desmentidos, caindo na troça de todos, incluindo um site que falou a verdade: ” Manda Spam Pra Folha que ela dá manchete na primeira página”.
Acredito que os iluminados que estão sentados em frentes a terminais examinando sites pornô e fingindo que editam as matérias das pautas- a maioria “recomendadas” - que seus cúmplices, digo, repórteres, são obrigados a entregar para o fechamento, não estejam se dando conta que isso tudo é que dá margem a congressistas não muito éticos no trato com o público deitarem falação de que são perseguidos pela imprensa.
Enquanto tudo isso acontece, em BH, um dito “Encontro de Professores de Jornalismo” edita uma carta-compromisso onde, numa atitude completamente corporativa, defendem a obrigatoriedade do diploma, a ética e o compromisso com a notícia. Para que? Para isso que lemos na Imprensa Diária? Para o conteúdo que é colocado na mídia alternativa?
Tem alguém ficando completamente insano. E eu garanto que não somos nem eu nem o Paulo Henrique Amorim. Todas as previsões “bem fundadas” da Imprensa são veiculadas num dia e desmentidas no outro pela realidade. Até o Ronaldo fenômeno, “que estava bichado e acabado para o futebol” faz gols definitivos em partidas decisivas. Miriam Leitão apregoa o caos em 30 segundos e esse calendário dela se mostra jupiteriano.
Alguém lembra do livro “Uma Estranha Realidade” – Bíblia psicodélica do início dos anos 70, de autoria do Carlos Castañeda e que relata as experiências dele com Mescal, Peyote e outros alucinógenos, sob a supervisão do “brujo” Don Juan? Pois é. Garanto que é isso que está acontecendo nas redações.
Todos estão achando que a obrigação profissional não passa de mais uma balada e se drogando ao extremo para cumprir excesso de pautas e entregar tudo no horário. Durante o fechamento, o iluminado divide o terminal entre os vídeos do “Panela Velha” e o texto da matéria que está editando. Ao prestar mais atenção ao orgasmo fingido que no texto, qualquer informe vira “fonte fidedigna” e qualquer xérox vira “original de documento”.
Garanto a você que eles vivem uma realidade que não é a nossa. Tenho certeza disso. Sei disso desde a época que os animais falavam. Como o Paulo Henrique Amorim.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

True Stories( ou grande mentiras)

Nossa historinha começa com titio Ozzie Osbourne, bem sucedido cantor-solo, estrela de um Reality Show milionário- que levou emissoras concorrentes da MTV a copiá-lo, ipsis litteris, tendo num deles o Gene Simmons e em outro o Hulk Hogan como Big Brothers.
Tio Ozzie está morando numa casa legal, de vez em quando grava um disco-solo e, há algum tempo atrás, até se juntou aos antigos companheiros de Black Sabbath para gravar um álbum de retorno que virou vaca.
Não se sabe o por que da ruminada, mas o grupo fez uma excursão chocha e parou no meio e não teve ninguém pra perguntar “porquêparô!parôporquê!?”. E, até há uns dias atrás, o dito tinha ficado pelo não dito e tudo naquela de é isso mesmo.
Acontece que em 2006, uma gravadora dessas caças-níqueis montou- numa cópia ampla, geral e irrestrita, uma box intitulada “Black Sabbath – The Dio Years”, numa tentativa de pegar carona na já existente “Black Sabbath – The Ozzie Osbourne Years”- lançada há exatos dez anos antes.
Para quem não sabe, Ronnie James Dio entrou no lugar de Ozzie no Sabbath, quando o vocalista original foi expulso do grupo devido a estar comendo cocaína com farofa, acompanhando tudo com um engradado de cerveja. Não é necessário dizer que Ozzie adora Dio e a “admiração” deve ser recíproca.
Como anda acontecendo com 11 entre 10 estrelas do rock, fazer uma tour caça-níqueis sempre faz bem ao ego e, principalmente, ao bolso- ainda mais quando a galera ta falida e meio caidaça.
É o que aconteceu com o Black Sabbath sem o Ozzie. Algum empresário deu a idéia, eles devem ter dado um toque no Ozzie que declinou do convite. Aí, fizeram a bobagem de chamar o Dio para encarar o tranco. Tio Ozzie, que detém uma parcela do nome do grupo, deve ter avisado a todos que: - com o nome do Sabbath? Nunquinha esse lixo sobe no palco!
Resultado: tiveram que trocar de nome e gravar um CD as pressas com novo repertório e cair na estrada. O nome agora é Heaven and Hell- título do primeiro Lp do Sabbath com Dio atacando de gritor.
Esse Black Sabbath sem Ozzie vai estar aqui em BH no próximo dia 10, lá no Chevrolet Hall. Você pagaria trezentas pratas para ir ver o “novo grupo”?

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Microsoft saiu com uma lista(dela diga-se) dos melhores shows e que tiveram maior público já acontecidos nessas plagas. O melhor de todos, para mim, foi aquele primeiro dos Stones que rolou no Maraca, o ano eu não me lembro. Depois, em ordem de gosto, veio a listinha
Paul McCartney - 1990
Kiss - 1983
Rod Stewart -1994/95
U2 - 1997
Queen - 1980
Earth Wind & Fire - 1980
Peter Frampton - 1980
Police- 1981
Van Halen – 1983
Na minha visão de espectador, esses foram os melhores que eu vi aquí na taba tupi. Não inclui alguns que não me lembro data certa como o do Santana no Teatro Municipal, Ritchie Havens, Gênesis no Maracanãzinho, Eric Clapton naquele ex-cinema do Méier, The Trammps também no Maracanãzinho e os dois de Miles Davis que assisti completamente fissurado.
Não fui ao do Jethro Tull, não fui ao do Uriah Heep nem daquele Supertramp fajuto sem o Roger Hodson. Mas fui ao do Roger Hodson solo, fui ao Motorhead, não fui ao Deff Leppard , mas vi a galera no Rock in Rio junto com toda aquela metaleira que se apresentou, da qual eu destaco o Scorpions e o ac/dc.
Beatles é uma coisa fora de questão. Acredito que não fazia parte dos planos de Brian Epstein traze-los a um reduto cucaracha latino, pois se eles tocaram nas Filipinas, porque não vir, ao menos, a Buenos Aires? Agora, faltou ao nosso currículo uma apresentação do Pink Floyd, uma do Cream, uma de Bruce Springsteen e uma do Led Zeppelin. Isso realmente fez falta para quem sempre gostou de rock que nem eu.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Morrisey não viu o jogo

Ontem eu resolvi dar uma folga. Ainda mais que ia ser um domingo cinza que nem os dias da vida de Morrisey(“Everyday is Like Sunday”). Ia ser mais um domingo de final de campeonato mineiro, no qual 11 entre dez vezes a final é entre Cruzeiro e Atlético. América? Nem no ano que vêm! Tá disputando a série C e se houvesse Série Z já estaria lá há séculos.
Mas ontem eu me abstive. Não tinha assunto. Não escrevi, não fiz porra nenhuma que cheirasse a qualquer tipo de redação. Desde sábado que venho sendo sensibilizado por encontros que, eu espero, só tenham despedidas quando acontecer a falha biológica que vai interromper o funcionamento de um sistema qualquer que me seja vital.
Ainda mais que, sábado, eu titulei meu post errado! Botei "Revolução das Rosas", quando ela era "dos Cravos". Aí, não comportamento politicamente correto que resista, né?
Mas, voltando ao que interessa, o primeiro deles foi o Leonardo Wambier- filho de meu amigo Mané- o saudoso Manoel Wambier, a quem eu vi pela última vez em 83 e ele devia estar com uns 12 anos de idade, por aí. Ele, pesquisando sobre o que havia dedicado ao pai na rede, achou meu texto- de quase dois anos de idade- onde eu falava numa crônica que o Peralva escrevera sobre a chegada do Mane na Alemanha e como todos acreditavam ser ele um agente da repressão infiltrado enhtre os asilados. A crônica saíra publicada na “Folha” e todos nós tínhamos o recorte. O meu, nessa vinda para BH, se perdeu em algum canto ignoto, incerto e mal sabido.
O outro foi o e-mail de um amigo de rua de Leblon, a quem eu não vejo há exatos 36 anos e a quem ficava numa eterna procura, passando todo domingo na esquina da praia que freqüentávamos todo dia e sem encontra-lo. Acredito sinceramente que vamos reatar nosso Bromance. Éramos inseparáveis. Eu, Luiz Sergio e ele, por sorte, azar ou cagada mesmo – Sérgio Luis- naquelas amizades que fazem o calor brasileiro, seja domingo-seja o ano inteiro.
Aquele calor que não tem religião, não tem time, não tem nada de real. Tem é amizade mesmo. Vai dizer que você nunca teve alguém assim em tua vida? Pois é! Ele tocava e eu também. Ele montava uns grupos de hora para tocar em festinhas- que as vezes davam trôco, as vezes davam birita, mas sempre davam mulherzinha. Eu e o João íamos cantando e tocando bateria, num revezamento variando de acordo com o repertório. Meus “Hits” eram “Pobreza”(Leno), “Nights in White Satin”(Moody Blues),”Não se Esqueça de Mim”(Roberto Carlos)e “You´ve got to Hide Your Love Away”(Beatles). O Altino nos Teclados, o Rato no baixo e ele na Guitarra.
Tocamos em pequenos buracos pelo Grande Rio inteiro, indo da Cidade de Deus até São Gonçalo, passando pela Gamboa, Bangu, Bonsucesso, Botafogo e fomos até Juiz de Fora e Barra de São João. Nessa última festa, fui pivô da briga entre mãe e filha- as duas a fim do gordinho aqui, só que a mãe-macaca véia- era mais atirada e chegou primeiro. Só sei que a menina pegou nós dois na praia e foi um derrame daqueles, porra!
Elas moravam no Leblon também e eu não sabia. Só fui cair na real quando a coroa começou a me perseguir e a fazer cena de ciúmes. Uma vez na porta do cursinho. Outra vez no Centro da cidade, porra...........Tremendo perrengue, brother!
Mas o domingo valeu. Minha macumba fez o meu Fogão empatar com o Flamengo e , aqui, vi e ouvi(ligo a TV e deixo o áudio no Rádio)o Cruzeiro meter cincão no Galo. Melhor que isso só pão com ovo, molho inglês e Zezé di Camargo & Luciano aos berros. Topas?

sábado, 25 de abril de 2009

A Revolução das Rosas

No dia de hoje, em 1974, militares Portugueses, descontentes com a política nacional nas ainda consideradas colônias, derrubaram Marcelo Caetano e todo um continuísmo Salazarista que continuava a travar o progresso do país em relação a toda a Europa.
Essa é uma data para ser sempre lembrada como uma das últimas a expropriar o autoritarismo numa sociedade e lhe devolver a liberdade de opinião e o direito à expressão. Se na História Moderna foi desse jeito, vamos ver agora o que aconteceu em termos pop nessa data para lembrar(era o título de um programa que eu produzi na Rádio Roquette Pinto).
No no passado, nessa data o ex-baterista e vocalista Phill Collins anunciava que não ia mais gravar nem realizar turnês. Estava de saco cheio( e rico). Em 2007, Bobby Pickett- criador de “Monster Mash”- morria de leucemia em LA. Tinha 69 anos.
Sete anos antes, no programa de Jools Holland, ao vivo pelo Channel one da BBC, Eric Clapton e Bobby Whitlock se reuniam, depois de 29 anos, para executar “Layla”, com direito ao solo de Slide acompanhado pelo tecladista. Bobby era o tecladista do Derek & The Dominoes.
Em 1994, os Eagles se reuniam para gravar um especial para a MTV. Desde 1980 que eles não subiam juntos num palco e, em 1981, o Wings encerrou suas atividades. E, para encerrar, em 25 de abril de 1970, “ABC”(Jackson Five) chegava ao primeiro lugar da Billboard.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Mão de Mao

A mão de Mao esteve metida em muita coisa. Desde o bolso de sua túnica fedida( segundo a biografia, ele não tomava banho) até em título de disco do Rock Brasileiro( ver “Metro”).
Mao não foi o único líder às voltas com a música popular. Em “No More Heroes”, os Stranglers falam de Lênin, Trotsky e Sancho Pança.
Quanto aos políticos e suas mentiras, “Politician”(Trad. Arranjado por cada bluesmen à sua maneira), regravada pelo “Cream”- em estúdio e em três versões ao vivo- é uma descrição sucinta do que alguém, investido em um mandato popular, pode fazer de mutreta.
A arte- tanto gráfica quanto sonora – sempre esteve engajada na luta política. Os grandes exemplos nos últimos 150 anos são os compositores nacionalistas(Dvorak, Sibelius e Chopin), os cartazistas soviéticos, os muralistas Mexicanos e a geração que renovou a literatura a partir dos anos 20, posteriores a Mann e a Joyce.
Alguns consideram Bob Dylan um engajado. Eu, em minha modesta opinião, considero parte de seu trabalho uma “sample copy” de Woody Guthrie- de quem, numa de suas plantações de lendas- tentou espalhar que era filho, apesar de carregar um Zimmermann denunciador na carteira de motorista.
Woody sim, foi engajadaço. Esse engajamento pode ser traduzido em duas faixas definitivas e seminais de sua autoria: “This Land is Your Land” e “The House of the Rising Sun”. A música folk americana se divide em antes e depois de suas gravações.
As gravações originais estão nos papers da Livraria do Congresso. “This Land is Your Land” teve uma regravação diluída na voz de Trini Lopez e “The House of the Risinh Sun” foi a primeiro lugar na voz de Eric Burdom, lançando o “Animals” nos Estados Unidos.
Woody teve alguns seguidores. Engajados como Pete Seeger e Leonard Cohen, e desengajados como Willie Nelson, Hank Ballard Jr, John Sebastian e Bruce Springsteen.
Este último foi até tachado de fascistão devido a “Born in the USA”, entendida errôneamente tanto pela esquerda quanto pela John Birch Society. É bom lembrar que até Ronald Reagan andou elogiando Bruce pela faixa, homenagem que depois ele deplorou em várias entrevistas.
O Homem é um animal político. Aristóteles disso isso há um tempão. E se a lógica do primeiro período deste texto provar que Política também é música, desde lá, a frase vem semeando ventos, colhendo tempestades, subindo 1800 colinas, indo de Jerusalém a todas as cidades santas conhecidas, recebendo vibrações rastas e tudo o mais que a mente humana possa colar em sua escala de oito notas. Na verdade, música serve pra isso. Para deixar o formalismo lógico-racional de lado e transmitir um recado mítico a respeito do homem e de suas criações, sejam elas boas ou ruins.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Site do “Estadão “ hoje faz menção ao Burt Bacharach, que fez parte do imaginário dos anos 60 como um dos últimos “composers” de hits como o foram Cole Porter, Irving Berlin e Sammy Cahn.
Tanto Bacharach quanto Jim Webb falaram e disseram, deitando falação na parada com uma sucessão de hits nas vozes de Dionne Warwick, Carpenters e GlennCampbell . No caso de Glenn Campbell, acredito que tenha sido o que mais faturou, pois- ao sair dos Beach Boys- foi “Wichita Lineman”, de Jim, que o levou ao primeiro lugar das 100 mais e solidificou sua carreira de country singer.
Diz a lenda que a faixa era para ser gravada pelos Beach Boys, mas Brian Wilson- que já estava meio fora do grupo- bateu o pé e disse que, caso ele(Brian) não produzisse a faixa, o grupo não gravava. Foi o que aconteceu e Glenn- que já estava de saco cheio de cantar algo com o qual ele não tinha nada a ver-topou gravar a faixa, com a produção de quem quer que fosse- desde que ele cantasse solo. Deu certo.
Acredito que na música Brasileira, só Ari Barroso, Tom Jobim e Eumir Deodato poderiam ser incluídos nessa categoria. Este éltimo figurando também como arranjador, lado a lado com Quincy Jones, todos os dois conhecidos cmo fabricantes de hits( vide eles mesmos, George Benson e Michael Jackson.)
Outro que poderia ter percorrido esse caminho seria Marcos Valle. O Lp que tem “Azimuth” é uma prova de que isso teria sido possível. Mas, se perdeu num samba de verão, depois foi malhar e fez bobagem até não poder mais.