quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Brinquedoz para Garotoz

Guitarras, motocicletas e mulheres sempre foram toyz for boyz não necessariamente nessa ordem. Eu tive uma guitarra Giannini Ritmo II que pintei de preto( ela veio vermelho claro de fábrica), um baixo Del Vecchio violino no qual eu botei um captador Fender Precision, um Alex Brucutu, um Phelpa 30 para baixo e um True Reverber original. Tive também uma bateria Gope e uma Pingüim com aqueles pratos DEUS-ME-LIVRE.
Motocicletas? Tive uma Leonetti cinquentinha, uma Yamaha 75, uma Cezepel 250 e uma Yamaha RD. Com essa última eu entrei no paredão da praia da Urca a 80 por hora e como ninguém estava lá, não botei a turma toda do passeio prá fora. Além de me arrebentar todo, perdi uma mulherzinha que não quis mais saber desse acidentado que aqui digita.
Ela escreveu torto por linhas certas, pois se afundou no pó longe de mim. Eu nunca gostei dessa cheiração e, graças a isso, me mantive inteiro da cabeça ao coração. Estou quase queimando óleo 60, meio barro meio tijolo, mas meu escarro é limpo que nem meu exame de sangue ou meu teste do cabelo. Zerado!
Atasanei a vida de outras cinco mulheres. A primeira me corneou legal, fui o último a saber e metade de nossos amigos comuns ficaram do lado dela. Fodam-se. A segunda foi minha grande paixão e um dia resolveu ir embora, seguindo os conselhos do analista. Com a terceira e a quarta eu fui muito filho da puta. Aprontei muito com as duas, dei facada, fui desonesto e devo ser odiado por isso. E a quinta, graças a Deus, é a mulher da minha vida.
Tive brinquedos demais para acabar com a minha paz e sossego. Não reclamo nem disclamo por todas as bobagens que fiz tendo coragem para ser feliz e gozar tudo conforme il faut. Só não tive a felicidade de assistir as coisas que eu queria na idade certa e alerta para fazer a cabeça mesmo. Fiz de tabela como todos que viveram o Brasil na década de 60/70 e encaravam o píer como um mal definitivo na praia. Tudo era fácil e rápido. Hoje é devagar e difícil. A idade pesa. É chato você estar aprisionado num corpo que você sente não te pertencer mais, já que ele sempre apresenta uma coisa diferente para te preocupar. Chato, né?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Democracia Chinesa

Meus três leitores que me desculpem, mas eu não vou nem passar perto desse último lançamento de Axl Rose. 17 anos é tempo demais para se gravar qualquer coisa. Fica parecendo material do “Laboratório de Sons Estranhos”, que eu faço e refaço e nunca fico satisfeito. Igualzinho a meu primo Cláudio Araújo, que levou séculos gravando e regravando um Lp do “Grupo Faia” e depois um solo, num estúdio de quatro canais, quando, na época do suplício de tântalo auto-infligido, qualquer estúdio bunda já tinha oito canais, no mínimo.
Em segundo lugar, nunca gostei muito do Axl. Consigo engulir “Patience” e chega. Fazendo ironia, nunca tive paciência para ouvir material deles e do Nirvana, que considero outras malas pesadas, principalmente o suicida.
Já considero o título uma jogada de marketing, pois ser proibido na China hoje é ser catapultado à glória em qualquer parte do mundo.......menos na China. E, com esse jogo de nuances e intenções, “Chinese Democracy” deve ser hoje o título mais procurado na rede.
Mudando de assunto, alguém já viu, pelo A&E(canal 83) o “Gene Simmons´s Family Jewels”? Se não viu, dê uma olhada. Consegue ser tão hilário quanto o Reality Show com a família Osbourne.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Meu Querido Diário

Estou sabendo por fonte segura que a Tour do Duran Duran pelo país está sendo um arraso! Eles estão levando a galera a dar pulinhos e dançar em shows como a gente fazia nos anos 80. Não é fantástico? Nunca me senti tão jovem e saradinho ao saber disso! Melhor que isso só saber que a Glória Maria abriu seu guarda-roupas indiano para uma revista de fofocas fotografar até as calcinhas!
Outra coisa foi saber que o Skank está fazendo um sucessão no Canecão carioca! Ta vendo, querido diário? Estou de volta aos bons tempos e não sabia disso! Só falta agora alguma operadora de telefonia me considerar um vip e me dar um convite para eu ir ver a Madonna de pertinho. Melhor que isso só pão com ovo e molho inglês, né mesmo?
Amanhã, o Marcelo Silva volta para os braços da Suzana Vieira, a Débora Secco entra para um convento Carmelita e a Danielle Winittz assume a carreira de cantora para ficar, aí sim, igualzinha a Mariah Carey.
No mais, vou esperando os Rolling Stones anunciarem a dissolução e um comunicado de Graceland assinalando que uma fonte fidedigna passou a informação de que Elvis morreu mesmo.

domingo, 23 de novembro de 2008

Jovens Tardes de Domingo

Eu nunca gostei do dia de domingo. Era o dia que eu tinha que ir almoçar, obrigatoriamente, na casa de uma tia que me adorava, mas, com a repetição, a coisa era um verdadeiro tédio e mamãe só queria sair de lá depois de horas e horas. Mais tarde, quando adolescente, a coisa melhorou um pouquinho, pois essa minha tia tinha quatro filhas e as filhas tinham amigas e essas amigas entendiam que eu não era lá de se jogar fora. Aí, o negócio começava a ficar bão.
Mesmo assim , o final de tarde de domingo já tinha cheiro de segunda-feira. Levantava as sete horas da manhã e ia no ritmo até de noite. Fosse aula quando garotão, fosse trabalho quando pretensamente independente.Tinha que arrumar um troco e correr atrás nunca foi lá a minha preferência, assim........
Não era de ver “Jovem Guarda”, o programa. Não era muito chegado ao pessoal que se apresentava, a não ser Erasmo, Jorge Ben, Bobby de Carlo, The Jordans, The Clevers(depois Incríveis) e algumas outras coisa que valiam a pena.
O grande lance mesmo era assistir ao “Hoje é dia de Rock”, na TV RIO, aos sábados à tarde, pois o Jair de Taumaturgo dava espaço para grupos de garagem que nem o meu irem lá fazer esporro. Era legal demais, pois apesar de não pintar grana nenhuma, sempre dava para descolar uma motorista de fogão e depois ir se pegar com ela em frente ao Cassino Atlântico, nas areias do posto 6, com a motorista passando outro tipo de marcha em alavancas não muito de mudança.
Até hoje o domingo continua a ser mais chato que os outros dias da semana. E agora, aqui no meu tugúrio Belorizontino, o marasmo da manhã desse dia fatídico é total. Cês não sabem o sono gostoso que dá, sem paúra de espécie nenhuma. Bom demais.

sábado, 22 de novembro de 2008

Todos estão de Volta!

Roberto Carlos vai estar no Mineirinho. Ed Motta vêm também lançar seu “Chapter Nine” e é considerado pela mídia um “multiartista”. De que? Conhecer Vinho é arte? Pelo que eu saiba, não. Assim, Ed continua apenas a ser um vocalista de peso – e que peso! E, por último, Michael Jackson volta ao noticiário com essa história de se converter ao islamismo. Tou imaginando ele indo fazer a peregrinação à Meca, rodeado de criancinhas e chimpanzés. Não vai ser engraçado?
Será que existe algum muçulmano sério que acreditou nessa “conversão”? Ou tá achando que isso é apenas uma conversinha para atrair os holofotes de volta? Como todos sabem, o rapaz preenche todos os requisitos para abraçar a nova religião, né mesmo? Já bastava o Cat Stevens e aquele bando de jazzistas em crise de identidade. Aí, dando asas a imaginação, a irmã Latoya também se converte e depois abre a boca num tablóide sensacionalista dizendo ter sido abusada sexualmente por um Mullah. Vou ter frouxos de riso- vai ser a piada do milênio.
Já a enésima vinda de Roberto Carlos ao Mineirinho, com aquele show mais repetido que disco de Belchior vai acrescentar o nada a lugar algum. Vão comparecer os fãs de carteirinha, que vão ouvir as mesmas coisas, com a mesma interpretação, com o mesmo guarda-roupas e quejandos. Ali, gente boa, nada muda.
E o Ministro Hélio Costa está de volta a mídia com uma arrematada asneira que proferiu numa entrevista dada ao “Estadão”. Segundo nosso augusto ministro, a fusão BRt-Oi não significa nada mais do que estimular a concorrência, já que a Telefônica continua a ser a maior operadora do país. Estimular a concorrência como? A Telefônica só opera em São Paulo, a BRt-OI no resto do país e elas não se cruzam e não concorrem em nada absolutamente, né? Nosso Ministro tem QI de ameba.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Clara na Rua Curitiba

Eu tive um sonho com a Clara Nunes. Ela tinha voltado do céu e eu a havia encontrado, desacordada, vestida toda de branco, numa calçada da Rua Curitiba, perto do Mercado Central. Exatamente naquela calçada do Edifício “Cidade de Minas”. Notei aquela figura conhecida, toda de branco, com aquele bom cabelo piaçava, amarrado com uma tira de renda branca. Cheguei perto, olhei e pensei: - “ O que é que a Clara ta fazendo deitada aqui na Rua Curitiba, caralho?” Cheguei mais perto e ela parecia dormir. Dei uma sacudida no ombro dela e ela acordou.
“Guerra, que tu ta fazendo aqui?” Falei que tinha mudado para Belo Horizonte em 84, que a Antena 1 tinha me mandado para cá, patati, patatá. Conversa vem, conversa vai, estávamos sentados num boteco, na esquina de Curitiba com Augusto de Lima- aquele boteco que o cara da ROTAM matou o taxista e que hoje não existe mais, derrubado para fazer um estacionamento.
Sentamos atrás de um balcão e um cara botou duas pingas para nós. Ela me contava coisas de lá, como eram os Orixás e eu fofocava daqui, dizendo que Gisa tinha sumido, Beth tava um bonde de gorda e tinha sido expulsa da escola e a marrom tava andando com uma peruca horrível e tava pior que o Tim Maia como geladeira vestida de gala.
“Porra, cara, a gente não se via há um tempão”, disse ela. Falei que a gente não se via desde que ela tinha casado com o Paulo César- aquele chato. “Por que aquele chato?”. Só porque eu era branco não podia tocar surdão no grupo que a acompanhava? Qual era a a daquele bobalhão, perguntei de novo. Afinal, quem tinha me chamado fora o Adelzon. Ele não ia me chamar a toa. E o Ivan Paulo tinha aprovado. Qual era a dele? “Por causa da bronca, nem fui ao teu enterro”, assinalei.
“Ainda bem que tu não foi naquela coisa”, ela respondeu. “Tinha um monte de fariseu lá que eu detestava”, falou. “ Também, mereci aquilo. Quem mandou eu dar aquela vacilada?”
Aí, não me contive e fui falando. Onde é que ela tava na cabeça de ter filho? O Orixá não disse que ela morria se ela tentasse? Prá quê fazer uma merda daquela?
“Eu supliquei, pedi de joelhos”, disse ela. “Mas ele não quis saber: disse que aquela crendice tinha tomado conta de minha pessoa e, se eu não quisesse ser mãe, ele ia embora”.
“ E tu foi acreditar naquela figura? Ele vivia as tuas custas. Nunca ia abandonar a galinha dos ovos de ouro, falei exaltado e vi que tinha apelado pesado, pois ela prorrompeu num choro convulsivo. Senti que tavam batendo no meu ombro e era o cara me oferecendo outra pinga. Bebi de um tapa no beiço só e acordei num susto com o bonitinho- meu cachorro- me lambendo a cara que nem viralata lambe cara de bêbado.
Fui ao banheiro, pensei um pouco( “ Encontrar a Clara deitada na Rua Curitiba? Onde é que já se viu!......”), lavei a cara e fui levar o bonitinho para dar uma volta com a roupa que tinha dormido.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Sexo,Drogas & Música POP

A grande polêmica hoje no cenário pop é a revelação de Marina Lima que, aos 17 anos, trepou e gozou alegremente com Gal Costa. Como neguinho gosta desse tipo de revelação, tá todo mundo com o rabo quente de felicidade ao ter certeza sobre a preferência dos outros.
Diz a lenda que Gil fez a música “Meu amigo Afonsinho” na celebração de um affair que teve com um jogador de futebol famoso no final dos anos 70. Também diz a lenda que “Menino do Rio” era uma declaração de amor de Caetano para o finado e saudoso Petit do Arpoador, que não agüentou a retranca de um acidente e se suicidou. Caetano foi reincidente em “Leãozinho”, feita para o Dadi, baixista de “A Cor do Som”.
Lulu Santos antes de Scarlet teve Luiz Henrique. Fagner e Belchior foram casadinhos da silva e tiveram “Mucuripe” como filha. Ângela Rô Ro e Zizi Possi trocaram tapas e beijos durante algum tempo, mas Luíza deve ter nascido de uma relação hetero qualquer, da mesma forma que o filho de Cássia Eller nasceu de uma transa rápida com o baixista da banda que a acompanhava.
Se nos bandearmos para o Lado hétero teremos os rumorosos affairs de Monique Evans com Lobão e Léo Jaime, onde poraradas sobraram para lá e para cá e o também rumoroso romance de Paulo Ricardo e Luciana Vendramini, tido e terminado entre profusas lagartixas de brilho.
Quanto a drogas, os únicos pegos no pulo foram Gil, naquela rumorosa excursão a Sta Catarina que terminou na música “Gaivotas” e Djavan, pego com um peso de Maconha de respeito. Arnaldo Antunes foi o que pegou mais pesado, tendo dançado com heroína – primeiro caso do naipe no país, a já que essa droga nunca foi preferencial aqui. Lobão foi parar junto com a galera da 11 e ele e Marcelo D2 são os únicos assumidos do momento. No mais, todo mundo tá dentro do armário para não ser patrulhado.