quarta-feira, 28 de maio de 2008

See you later Alligator!

Até a próxima terça esse blog não será atualizado porque vou estar viajando e arrumando casa nova, já que volto à bh em grande estilo. Assim sendo, vou ficar longe de fontes e documentos nesses dias que seguem. Baixinha faz aniversário e não vejo meu cachorro há quatro meses. Vou dedicar meu tempo aos dois, que devem estar sentindo muito a minha ausência.
Não devo ouvir porra nenhuma nesse dias e, mesmo que ouvisse, não ia ter tempo para escrever picas, já que a coisa, a pessoa e o bicho que citei acima vão me absorver completamente e, desde já, confesso que estou louco para ser absorvido. Deixo vocês com mais um de meus clipes inenarráveis. Até a volta.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Valor & Vinil






Os sebos andam muito exigentes no quesito compra e completamente negligentes no sentido venda. Sejam em livros ou sejam em discos. Ontem estive em um deles. Peguei até o cartão. O material disponível nele é excelente em termos literários. Já a parte de áudio é meia sobre o lamentável, já que dispõe do trivial. Já foi o tempo. A única coisa mais ou menos audível que eu encontrei foi uma box sobre a cena underground Mexicana, que deve dar algumas horas de audição.
De outra vez, num sebo em BH, encontrei um vinil de uma banda metal da Turquia chamada “Pentagram” e que é bem interessante, ainda mais que eles tiveram que mudar de nome para não serem confundidos com os homônimos norte-americanos. Atualmente, a galera se chama “Mezarkabul”( foto) e já está no sexto álbum, incluindo um “Live”. O que eu tenho deve ser o primeiro ou o segundo, não sei bem ao certo.
Outra coisa maluca que encontrei em sebo foi um lp jamaicano dos Melodians com o original de “Rivers of Babylon”, faixa que teve até versão gravada com a Perla- aquela paraguaia de cabelão que foi namorada do José Fernandes(jurado do Titio Silvio).
Raridades? Muitas. “Loki” , do Arnaldo Baptista, “Elizeth, Zimbo Trio e Jacó do Bandolim ao vivo no João Caetano”(Funarte) e por aí vão, além de compactos e compactos prá lá e prá cá.
Essa ida ao tal sebo serviu também para saber que eles não estão comprando vinis, nem enciclopédias nem livros de informática. Assim, se você tem algo para vender ou trocar nos generos acima, venda a peso e esqueça o resto.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Interludio X Incompetência




Nosso inefável Leo Jaime está de CD novo. Seu CD leva o título de “Interlúdio”. E, pelo teor da nota que lí no Ancelmo Góis, tudo indica que o CD é autoproduzido, já que a mesma não indica procedência do produto. Pois bem, resumindo a ópera: Leo quis ser o primeiro da taba tupi a colocar sua obra disponível na rede para que, ao estilo Radiohead, os interessados baixassem o que quisessem e pagassem da mesma forma, dando eles o valor que atribuíssem ao material baixado. Vocês não sabem a confusão que está dando, maninhos!
Todos os provedores locais alegaram as razões mais disparatadas para não assumirem a responsabilidade de dar provimento à solicitação do artista, indo desde pagamento de direitos autorais até a problemas com cartão de crédito. É difícil acreditar nas justificativas apresentadas e, mais uma vez, fica aquela desagradável sensação de que tem alguém querendo brincar com a nossa inteligência, pois, nesse quesito, não existe a famosa barreira entre primeiro e terceiro mundo. A revolução tecnológica não a enxerga. Nossas placas são as mesmas e todo o conjunto de sofware/hardware utilizado pelo Radiohead ou mesmo pelo Download.com é identico ao existente no suporte de qualquer provedor nacional, por mais rastaquera que ele seja.
Da mesma forma que Gilberto Gil assinalou que o verdadeiro problema do músico de estúdio Brasileiro estava entre a cadeira e o fones de ouvido, é líquido e certo assinalar que o problema existente em nossos provedores , no sentido de atender a solicitação de Leo Jaime está entre a cadeira e o notebook na mesa ocupada por um pseudonerd, num escritório recheado da mais alta tecnologia.

domingo, 25 de maio de 2008

Visões Místicas e Imperdíveis

Existem coisas que a gente vê uma vez e nunca mais esquece. Na época em que o Muppets era exibido pela Globo, eu devo ter perdido a noite em que essa jóia foi exibida. Mas, como vêm acontecendo com meus flashes, nunca é tarde para se rememorar uma grande babaquice. Assim, passo a vocês um dos primeiros lugares do meu top 100 de clipes inenarráveis. Nem o "Japa Girl" do Supla merece tamanho destaque no meu paradão. O clipe foi me apresentado na sexta por minha cunhada, que o utiliza para aulas de hidroginástica e é uma das coisas mais hilárias que eu tenho notícia. ATENÇÃO!!!!!!

sábado, 24 de maio de 2008

Bobeira




Eu não acredito que seja necessária uma “Emenda Constitucional no sentido de erradicar impostos para gravações de artistas Brasileiros”. Acredito inclusive que quem redigiu a nota, publicada na coluna “Gente Boa” desse sábado em “O Globo” tenha redigido de forma errada. Não seriam “gravações realizadas em estúdios Brasileiros”?
Primeiro, porque emenda constitucional deve ser usada para assuntos um pouco mais sérios e não de forma corporativa. Já bastam as emendas existentes na teoria e que não funcionam na prática. Qualquer mudança nesse sentido deverá estar contida na propalada reforma tributária que todos esperam que aconteça há algum tempo. Por outro lado, criar reserva de mercado na indústria cultural é sempre um mal passo que pode ser usado no sentido de dirigir, orientar e aconselhar, três significados diferentes para a palavra censura.
E, por último, qualquer uma das duas opções de redação vistas no primeiro parágrafo vai terminar beneficiando indiretamente as grandes gravadoras. Exemplo? Paul Simon dá uma recaída e volta ao Rio para gravar um disco com músicos e ritmistas Brasileiros. Esses músicos são o quê? Artistas Brasileiros, certo? Aí Paul usa nove períodos de gravação , utilizando-se de 12 músicos, pega o master digital resultante , remixa-o em NY e a multinacional vai prensá-lo em Taiwan. Essa gravação, feita por artistas Brasileiros, vai passar zerada pelo fisco, querem apostar? Por que? `Porque ela vai ser creditada a qualquer inocente útil, estilo Caetano, Djavan, Moraes Moreira, Maria Rita ou outro qualquer que tenha ido lá “participar do projeto”! Manobras contábeis não faltam.
Vendo pela outra redação, se as gravadoras conseguirem esse primor, vai ser uma enxurrada de gente que vai vir “gravar no Rio”. Estúdios bons não faltam e, com a isenção de impostos, vai ser uma festa, negada a muita gente boa local. Vai ser que nem ir gravar na Jamaica ou em Nassau. Bem mais barato que gravar nos states, onde existem sindicatos e mentir pro Leão de lá sempre levanta aquele cheirinho de merda.
Sou da opinião que sejam necessários patrocínios para outras causas, como uma mexida na relação existente em direitos autorais e da tipificação existente o que é legal ou pirataria. A revolução tecnológica acabou com a distinção entre original e cópia, mas a maioria dos entendidos estão cegos para admitir enxergar que só essa visão já faz tudo ficar diferente. E, por outro lado, decisões em benefício corporativo ou no sentido de criar reservas de mercado- que é o que vai acontecer na realidade- sempre são uma vacilada retrógrada.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Verdades & Mentiras



Venho por meio deste me penitenciar sobre desconhecimentos que venho escrevendo e perpetrando nessa série de blogs os quais despejo verborragia literária em profusão, para aumentar bastante a confusão, como faria um Bob Dylan.
Realmente eu não sabia que “The Sound Of Music” ia recolocar o teatro Casa Grande no circuito. Como eu acho o filme e, consequentemente, seus filhos diretos, uma bosta, não estive nem aí. Quanto ao Teatro, ele também nunca me falou porra nenhuma. Fui lá umas três vezes, se muito, assistir a estréia de eventos dos quais não tenho a mínima lembrança. Na minha lembrança, o Opinião, o Teatro de Concreto(ou cimento?) Armado e o Urubu Roxo significaram bem mais. Ou então ver Milton Nascimento & O Som Imaginário, no Teatro da Lagoa, com apenas 18 pessoas na platéia. Ou estar presente ao Festival de Rock de Saquarema. Ou ir ao Hollywood Rock em General Severiano e sentar, lado a lado, com Mick Taylor vestido com uma camisa do Fluminense. Isso para mim foi significativo. Naquela época, frize-se. Hoje, não pago para ver show ou comprar disco de Brian Wilson. Valia para mim vê-lo com os Beach Boys. Da mesma forma que Paul McCartney. Não fui. Como também só valeu ver os Stones juntos em cima de um palco. Antes, já tinha visto Jagger, Taylor e Watts separados. Achei Watts um tédio, Jagger uma metralhadora mitomaníaca e Taylor um embalista ferrenho.
Falar verdade é que eu estou a fim de ouvir o novo trabalho de Gilberto Gil. É o primeiro com inéditas em mais de uma década. Isso sim é novidade. Falar mentira é fazer resenha de CD de Cláudia Leitte ou Paris Hilton. Tenho certeza que quem gosta de música nunca ia fazer uma violência dessas contra o próprio tímpano, em sã consciência. Assim, qualquer cara que escreva sobre o assunto e diga que ouviu aquilo está mentindo. Não deve dar para passar da primeira faixa.
Outra mentira que eu dispenso a audição é “The Last Samba”(Carly Simon). Ela , além de estar muito feia na capa, cometeu algumas atrocidades em releases transcritos e outras mumunhas que revelam certo desconhecimento no trato com a world music. Assim, também mantenho meu silencio, não muito obsequioso. Querem outra? A volta do B-52´s. Tiveram seu tempo, devem ter aproveitado bem e agora estão aí caçando mais alguns níqueis, como o Police. Na verdade, voltaram em embalagens sem retôrno. É tudo verdade.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Barulho!- Eu preciso de Muito!

Digitalizei cinco elepês dos Ramones, o “Never Mind The Bullocks”e muitas faixas selecionadas do Deff Leppard, Scorpions, Kiss, Afrika Baambata, Chuck Berry, Barbarians, Troggs e tudo o mais que eu tinha que fizesse fuzarca. Um esporro só!
O resultado é um DVD-rom de MP3 com 4,7 gigas de barulheira saudável, muita garagem véia e muita guitarrada, como eu sempre gostei. Tem de tudo. No estúdio, ao vivo, turnês históricas(“Accept Live”), forjadas(“Scorpions no Rock and Rio”), Discos antológicos( os “Kiss Alive”), Jimi no melhor da forma, Cream, West Bruce & Laing, Cactus, Ten Years After, Peter Frampton, Humble Pie, Elmore James, etc, etc.
Ousei até montar meu top ten das melhores guitarradas que já ouvi, não necessariamente nessa ordem:
Humble Pie – I Dont Need no Doctor
Derek & The Dominoes – Layla
The Rolling Stones – Down the Road Apiece
Rory Gallagher – Walkin on Hot Coals
The Honeydrippers – Rockin at Midnight
Led Zeppelin – You Shook me
Z Z TOP – Legs
The Jimi Hendrix Experience – She´s so Fine
The Yardbirds – Hot House of Omagarashid
AC/DC – Rock and Roll Damnation
É lógico que existem muitas coisas boas e, se eu fizesse um top 500, não ia caber tudo que eu gosto. Assim......