sábado, 6 de junho de 2009

Desembarques & Jogos para Celular

Hoje é 6 de Junho. Há 65 anos, a essa hora em que escrevo(1h40), a frota de desembarque aliada estava se agrupando a meio caminho de Dover para a Normandia, dando início àquele que ficou conhecido como o mais longo dos dias da segunda guerra européia.
Apesar da calorosa recepção que os Alemães ofereceram à Franceses e Ingleses, estava aberta a segunda frente na Europa, tão reclamada por Stalin e tão prometida ao ditador soviético por Churchill.
A partir dali, não havia mais escapatória. O Reich de 1000 anos de Hitler terminou melancólicamente um ano depois, com a queda de Berlim e seu suicídio( de Hitler) no bunker da Chancelaria do Reich. Uma cena indigna de qualquer ópera de Wagner, sem triunfalismos e num miserê da ignomínia que até hoje perdura, bastando apenas a lembrança do holocausto.
Por mais que ainda existam por aí seguidores secretos de pijama envergonhados, nunca houve- que eu me lembre- nenhuma tentativa séria de reabilitação para o nazismo como doutrina em qualquer campo. Sua campanha intencional de extermínio em relação as supostas raças inferiores vai ficar para sempre na lembrança da humanidade. Todas essas atitudes foram completamente indesculpáveis.
Apesar disso, ainda hoje alguns carrascos tem a coragem de prosseguir com as chamadas limpezas étnicas, como as feitas na Bósnia, Sérvia, Uganda, Serra Leoa e Somália, chacinando inocentes, seja pelas armas, pela doença ou pela fome.
A humanidade ainda tem muito o que aprender. Haja visto o que acontece entre a Coréia do Norte e seus vizinhos, entre Índia e Paquistão e o problema no Oriente Médio, todos crises sem solução aparente ou mesmo num futuro próximo, já que a criação de complicadores é bem maior do que o número de soluções apresentadas para a resolução das mesmas. Vamos ter que conviver com isso tudo, nessa apatia em que vivemos e que será transmitida aos futuros seres, já que, em nossa projeção de vida, a solução parece inexeqüível. Muito triste isso.
Mudando completamente de assunto, agora de manhã eu recebi uma notificação de Download da Microsoft me alertando que havia novidade no site. Fui lá e baixei um kit de desenvolvimento para o Microsoft Móbile que serve para desenvolver qualquer tipo de aplicativo. Baixei as duas versões: a Professional(276Mb) e a Standard(72Mb). Pela diferença de tamanho nota-se que a Standard deve servir apenas para desenvolver joguinhos e outras babaquices. Mas, como é exatamente isso que eu quero, lá vou eu desenvolver meu joguinho tendo meu cachorro como personagem principal.A trilha sonora, feita pelo Laboratório de Sons Estranhos, já está prontinha! No jogo, você acorda e vai tentar descobrir onde é que foi que o bonitinho( meu cãozinho adorável) fez pipi pela casa. Se vc pisar desavisadamente em alguma mijada, perde 10 pontos. Se você achar alguma, vai precisar do esfregão e do detergente para limpá-la. Usando só o esfregão, você ganha dez pontos. Usando o esfregão e o detergente, você ganha 20 pontos e o direito de ir fazer café na cozinha. Entre o fogão e vc tem uma mijada grande. Vc pode acender a luz da cozinha e contornar a mijada, ganhando cinco pontos. Vc pode voltar atrás, pegar o esfregão e o detergente e limpar a mijada, ganhando 20 pontos. E por aí vai meu joguinho. Depois, vou escreve-lo para Mac e tentar coloca-lo na loja. Dá uma grana esperta, sabia?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Três dias de História Contemporânea

Quem viu “Woodstock”, viveu a era e teve acesso aos antigos vinis com alguns dos registros originais do filme, não perdeu por esperar. Vem aí “Woodstock- Quarenta anos em cima! Retornando a Fazenda de Max Yasgur”-um lançamento da Rhino, prometido para o dia 18 de Agosto.
Na caixa com 6 CDs e 77 faixas estão incluídas 38 nunca antes lançadas, de artistas que vão desde The Who até o Jefferson Airplane, passando pelo Grateful Dead e o Credence Clearwater Revival.
Entre elas está uma versão com 19 minutos de “Dark Star”(Grateful Dead), “Amazing Journey” e “Pinball Wizzard”(The Who), “Feelin Allright”(Joe Cocker), “Bad Moon Rising”(Creedence), “You´ve Made me so Very Happy”(Blood Sweat & Tears) e mais faixas inéditas com Joan Baez, Country Joe & The Fish, Sha na na , Butterfield Blues Band e Johnny Winter.
Foram restauradas as versões originais para o “Woodstock Boogie” do Canned Heat, que voltou aos seus 30 minutos e “We´re Gonna Take It”(The Who), que, tanto no filme como no disco ficou reduzida ao “See me, Feel me”.
Também estão na caixa as nunca lançadas “Coming To Los Angeles(Arlo Guthrie) e “Theme from na Imaginary Western”(Mountain), que, para sair em disco, foram substituídas por faixas de outros grupos mais bem gravadas e melhores para o então corte de matrizes.
A ordem das faixas em todos os CDs respeita a ordem original na qual os grupos subiram ao palco em 1969 e todas as falas de palco estão incluídas, com as versões originais do discurso do fazendeiro Max Yasgur e a discussão havida entre Abbie Hofmann e Peter Townshend.
A única coisa não muito legal em todo o trabalho é a não inclusão de “Goin Home”, o épico do Ten Years After, pois Alvin Lee não respondeu a nenhuma das solicitações de liberação feitas pela produção. Pelo mesmo motivo também não foram incluídas as performances do The Band e de Keef Hartley.

Abaixo vai a lista completa das faixas do lançamento:

Disc 1: Richie Havens -- "Handsome Johnny," "Freedom (Motherless Child);" Sweetwater -- "Look Out,""Two Worlds;" Bert Sommer -- "Jennifer," "And When It's Over," "Smile;" Tim Hardin -- "Hang On to a Dream," "Simple Song of Freedom;" Ravi Shankar -- "Raga Puriya-Dhanashri/Gat In Sawarital;" Melanie -- "Momma Momma," "Beautiful People," "Birthday of the Sun;" Arlo Guthrie -- "Coming into Los Angeles," "Wheel of Fortune," "Every Hand in the Land"

Disc 2: Joan Baez -- "Joe Hill," "Sweet Sir Galahad," "Hickory Wind," "Drug Store Truck Drivin' Man" (with Jeffrey Shurtleff); Quill -- "They Live the Life," "That's How I Eat;" Country Joe McDonald --"Donovan's Reef," "The ‘Fish Cheer"/"I-Feel-Like-I'm-Fixin'-To-Die Rag;" Santana -- "Persuasion,""Soul Sacrifice;" John Sebastian -- "How Have You Been," "Rainbows All Over Your Blues," "I Had a Dream;" Incredible String Band -- "The Letter," "When You Find Out Who You Are

Disc 3: Canned Heat -- "Going Up the Country," "Woodstock Boogie;" Mountain -- "Blood of the Sun," "Theme For an Imaginary Western," "For Yasgur's Farm;" Jerry Garcia and Country Joe McDonald – Green Acid Advice (stage announcement); Grateful Dead -- "Dark Star;" Creedence Clearwater Revival -- "Green River," "Bad Moon Rising," "I Put a Spell On You"

Disc 4: Janis Joplin -- "Work Me, Lord," "Ball and Chain;" Sly & the Family Stone -- Medley: "Dance To The Music"/"Music Lover"/"I Want to Take You Higher;" The Who: "Amazing Journey," "Pinball Wizard," "We're Not Gonna Take It; Jefferson Airplane -- "The Other Side of This Life," ""Somebody to Love," "Won't You Try"/ "Saturday Afternoon," "Volunteers"

Disc 5: Joe Cocker -- "Feelin' Alright," "Let's Go Get Stoned," "With a Little Help From My Friends; Country Joe & the Fish -- "Rock & Soul Music," "“Love," "Not So Sweet Martha Lorraine," "Summer Dresses," "Silver and Gold, "Rock & Soul Music (Reprise);" Johnny Winter -- "Leland Mississippi Blues," "Mean Town Blues;" Blood, Sweat & Tears -- "You've Made Me So Very Happy"

Disc 6: "Crosby, Stills & Nash -- "Suite: Judy Blue Eyes," "Guinnevere," "Marrakesh Express," "4 + 20;" Crosby, Stills, Nash & Young -- "Sea of Madness," "Wooden Ships;" Butterfield Blues Band -- "No Amount of Loving," "Love March," "Everything's Gonna Be Alright; Sha Na Na -- "Get A Job," "At the Hop," "Get a Job (Reprise);" Jimi Hendrix -- "The Star Spangled Banner," "Purple Haze," "Woodstock Improvisation"

Paixões Proibidas

O politicamente correto diz que História Militar, vencedores e vencidos são coisas que nenhum nerd-yuppie que se preze pode sair por aí ostentando conhecimento. Tudo agora é rotulado como belicismo, agressão, totalitarismo, propaganda nazista e um monte de babaquices maiores ditas por aqueles que já, entre outras coisas, pregaram um desarmamento que ia deixar a população entregue a marginalidade.
Como eu nunca estive nem aí para essas bobajadas, continuo interessado em tudo aquilo que vem sendo apresentado nos noticiários como não correto. Um poster da Kriegsmarine com o U-47- submarino que invadiu Scapa Flown, botou um couraçado no fundo e conseguiu sair de lá- foi apresentado policialescamente como propaganda nazista. Discos que nunca foram proibidos com os discursos de Hitler e as canções da juventude Hitlerista também foram apresentados como tal.
Qualquer dia desses, o punk vai ser considerado neonazismo. Grupos como Ratos de Porão e Os Inocentes vão ser banidos, seus CDs recolhidos e sua posse proibida. Grupos de Carecas terão seus lugares de reunião invadidos , darks e góticos vão ser processados por necrofilia, Emos vão ser internados em sanatórios para tratar a depressão e os evangélicos vão largar a umbanda como alvo e transformar metaleiro em saco de pancada.
Hoje já acontece isso com os fumantes. Em São Paulo, o Governador José Serra instituiu uma espécie de “delação premiada” para quem entregar as autoridades os estabelecimentos que estão dando guarida para o fumacê. O próximo alvo será a obesidade. Basta esperar.
O problema é que todos esses filhos da puta esquecem que existe uma constituição em vigor e lá tem um artigo – o quinto – que parece que eles nunca leram. Muito difícil viver assim, né?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quem quiser discutir que discuta, mas, em termos de apropriação pelo pop, a música religiosa mais pé no saco que pintou até o momento é esse gospel diluído e monoteísta, que só fala em Cristo para lá e Cristo para cá, numa louvor monocórdico e fanaticóide, completamente desinteressante a quem não pertence a qualquer uma de suas seitas. Não levo em consideração o “sucesso” que ele faz. Para mim, tanto o gospel quanto o padre Zezinho são farinha do mesmo saco.
Em minha opinião sincera, a apropriação que o pop fez dos pontos de Umbanda foi muito mais proveitosa para ambos os lados do que isso que está acontecendo hoje em dia. Um homem foi responsável por tudo isso: J. B. De Carvalho que, nos anos 30, começou a recolher os pontos tradicionais, passar para pauta, colocar início, meio e fim nas letras e gravar os mais fervorosos e conhecidos. A única coisa chata que ele fez foi registrar tudo em nome próprio, mas Catulo da Paixão Cearense fez a mesma coisa e nunca ninguém reclamou. Mais tarde, quando um monte de compositores resolveu "beber da fonte", J.B. e seus herdeiros sairam processando todo mundo, numa confusão danada. Houve até chamado e obrigação, como o ocorrido com Clara Nunes e mais veladamente com Maria Bethania, que começaram a gravar material para pagar obrigações contraídas em terreiro do Candomblé.
E, nesse assunto, a Cultura Brasileira é muito peculiar, pois os artistas e músicos aqui fazem o trajeto inverso entre o popular e o religioso. Enquanto na América a maioria sai da igreja para o palco(James Brown, Billie Holiday, e mais recentemente o King Of Leon), aqui neguinho sai do palco e de uma overdose para os “braços de cristo”, com o leque indo de Mara Maravilha e Simony, passando por Ed Wilson e indo até Roberto Carlos, o evangélico mais enrustido do pedaço. Conversão aqui é um jeito de exorcizar um passado reprovável E a gente tem que dormir com esse barulho.

quarta-feira, 3 de junho de 2009



Capital Inicial vem a BH para apresentar repertório de DVD – O repertório é aquele que todo mundo já conhece de cor e salteado. Para que gastar passagem e estadia com essa fome de holofote? Será que Capital tem tanto público assim na cidade? Eu seria um que iria ao show. Não vou porque as vacas estão passando fome Somali e minha carteira está próxima a pedir ajuda a um fundo qualquer das nações unidas. Vou fundar uma ONG para ver se levanto uma mixaria. Que nem meu amigo Chacra fazia com a antiga FUNARTE. Apresentava um projeto de documentário, levantava a grana e vivia dela até ela acabar. Apresentava uma prestação de contas fajuta, dava um tempo, apresentava outro projeto, levantava a grana e ia repetindo o processo. Fez isso uns nove anos até dar na pinta. Aí foi viver de artesanato.
Maguila vira Sambista. Já gravou até CD. O lançamento aqui na cidade vai ser uma porrada.
Reunião dos Beatles marca coletiva da Microsoft e lança game com 46 músicas da banda. Pela foto, Paul e Ringo tavam até felizinhos. Os Royalties desse gasme vão dar uma grana boa para os dois. Paul anda precisando de uma ajuda de custo para reembolsar o que o divórcio levou. Já Ringo continua a gozar a aposentadoria precoce capitaneando sua banda de estrelas decadentes, que tem , entre outros, Peter Frampton na guitarra.
Apesar de não ter nada a ver com música tem a ver com bobagem. Os porteiros dos prédios de BH vão usar rádios para falar com a PM.Assaltantes na escuta. E o CONAR proíbe campanha da Brahma com Ronaldo Fenômeno oferecendo cerveja pelo vídeo. Eu, dentro da minha pachola libertária, achei essa proibição de uma babaquice extrema da correção política. Ê gentinha.- Ele já não fez coisa pior? Então? Por que não pode oferecer uma cervejinha! Para terminar, li que vão usar o submarino que achou o “Titanic” para buscar os restos do vôo da Air France. Duvido que o bichinho ache algo. É só guardar as devidas proporções. O Titanic afundou práticamente inteiro. O avião explodiu. Assim......

terça-feira, 2 de junho de 2009

This is the Second!

Minha cabeça anda a mil e eu tenho, na verdade, escrito mais por compensação e relax do que por dever de ofício. Assim, ontem eu tinha escrito para hoje um teto sobre EMOS e a manifestação que vêm assolando a mente juvenil(essa foi ótima!) hoje em dia. Esqueci dele completamente. Aí, agora de manhã eu perpetrei o "texto histórico" subsequente. Assim sendo, vamos ao que interessa: lá vai o primeiro, que tem início com essa poesia desmedida.
“Te encontrei/ Toda repelente encostada no balcão e entregue as bibida/ Te cortei a cabeleira do suvaco/as zunha do pé/ i ti xamei di quirida”. Você quer uma coisa mais sofredora e qualquer nota do que as duas estrofes acima? Pois isso é Emo!
Sabe aquele corte de cabelo que o filho do vizinho ta usando, que tu achou meio esquisitão e o teu filho comprou uma tinta verde metálico pra fazer o mesmo cu de pato lambido que cai nos olhos estilo NXzero? Aquilo é Emo!
Segundo um careca( skinhead) que mora aqui no prédio, Emo tem mais é que levar porrada(“pra deixar de ser gayzinho”, diz ele). A moda emo é mundial, já tendo sido homenageada até em capa da “Mad”(Emo Gay). Basta você colocar o Google pra funcionar e correr um pouco atrás que tu vai achar as imagens mais esquisitas.
Foi o que fiz depois que a sobrinha que mora aqui em casa me confidenciou que o filho mais novo da minha cunhada, tia dela, é Emo. Porra, emo? É.
Aí eu é que resolvi botar meu bloco on the street para saber where the emos live. E achei essa história de uma babaquice ímpar, mas como todos tem o direito a se exprimir, liguei o foda-se e pronto.
Ser emo é ser deprê e maníaco depressivo por excelência. Se tiver uma gilete perto, o pulso não escapa de um cortezinho. Da mesma forma que aqueles barrocos gostam de um cemitério, emo gosta de melancolia, estilo ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudelaire.
Não achei esse negócio de emo legal, não. De depressão quem gosta é economia, tão sabendo? Eu não sou chegado mêrmo. Deitei minha falação sobre o assunto e estamos conversados.
Agora, o segundo:
Na tarde do dia 29 de Maio de 1453, a artilharia Otomana conseguiu demolir uma parte da muralha de Constantinopla perto do chifre de Ouro e os Janízaros entraram pelo buraco de roldão, matando tudo que viam pela frente. No dia de hoje, o último Imperador Romano do Oriente foi massacrado junto com seus ministros, quando transitava do hipódromo em direção a Hajia Sofia. A Hegemonia dos sultões na região durou até o início do século XIX e alguns historiadores creditam o fim da Idade Média ao final do Império Bizantino.
Quem ficaria feliz de me ver escrevendo isso como lembrança seria meu finado Professor de Direito Romano na Cândido Mendes, Mário Giordani- autor de uma “História do Império Bizantino”, que deve ser a única referência nacional existente sobre aquele período histórico.
Aí, vai ter um bundão qualquer perguntando o que é que isso tem a ver com música! Muita coisa! Foi naquela época que o primeiro Avedis Zildjian – mestre da banda marcial da guarda do Sultão- chegou a Constantinopla, renomeada Istambul – e se estabeleceu com uma forja de címbalos e gongos, que são fabricados até hoje, usados por 11 entre 10 bateristas de qualquer gênero.
Aliás, a história militar determinou o aparecimento de uma série de instrumentos de sopro e de percussão que até hoje são indispensáveis. A boquilha dos trumpetes, trombones, tubas e trompas de hoje em dia é idêntica e usa o mesmo sistema das que eram usadas nos instrumentos gregos da antiguidade e nos instrumentos marciais Romanos( marcial vem de Marte- Deus da Guerra). A formação básica da Banda marcial Romana é a mesma usada pelos Exércitos posteriores, fossem Austríacos, Franceses, Napoleônicos, Czaristas e os do Reich. Nada mudou desde a sua concepção, incluindo a ordem instrumental( pífaro, sopro e percussão). Aqui vale uma nota: a Confederação Germânica encabeçada pela Prússia é o primeiro Reich. O Império Alemão(1871-1919) é o segundo Reich e a Alemanha Nazista(1933-1945) é o terceiro Reich.
A caixa de guerra, tarol ou caixa em fá é a mesma desde o século XVII, com os fios metálicos distendidos sobre a pele para causar estridência. Já a percussão de centro( marcação) tem sua origem na sociedade tribal pré-suméria. Foram os primeiros instrumentos, ao lado das flautas feitas em osso, bambu ou material que possibilitasse a furação e o encanamento(tubos).
Os instrumentos de corda e harmônicos(cordas ou percussão) tiveram sua origem na religião( traduzindo a voz de deuses) ou em reuniões nas quais eram utilizados para sustentação de cantorias.
Quem realmente quiser se aprofundar no assunto vai encontrar nas boas livrarias uma série de livros e publicações sobre o assunto. Só revistas nacionais devem existie umas três. Estrangeiras umas quinze. Assim, qualquer consulta sempre terá um ponto no qual a referência será explícita e bem feita.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Puxa, Tia! Parece que foi ontem! A sra lembra quando eu fui morar com a senhora? Lá no final dos anos 60, ali na Aires Saldanha, entre Djalma Ulrich e Almte. Gonçalves? A senhora tinha entrado na queimação de óleo 50 e eu tava com 17, completamente alucinado, ouvindo Jimi Hendrix e tudo o mais, querendo ser baterista de uma banda de rock e outras cositas.
Um dia eu tava ouvindo o “smash hits” – o volume da vitrola portátil no talo, quando a senhora, enrolada numa toalha, irrompeu pelo quarto, cuma cara apavorada! Aí, quem ficou apavorado fui eu, que perguntei:”Tia, que que houve?” A sra. ,fechando a cara, disse que tinha saindo correndo do banheiro, pensando que me tinha acontecido algo, pois ouvira uma gritaria danada. Expliquei para a senhora que a gritaria devia ser do disco que ouvia. A senhora, nessa altura dos acontecimentos, mais p da vida ainda, me olhou com uma expressão de reprovação completa e bateu a porta.
Tava ouvindo o disco ontem quando lembrei tudinho. Até o cheiro do banho da senhora(shampoo, sabonete) me veio à memória. Essa deve ter sido uma das n vezes que fiz a senhora passar uma raiva danada. Fosse em Vitória, na Fazenda, na Praia da Costa, onde fosse. Afinal, além de sobrinho-neto e afilhado, mais bagunceiro impossível. Até que eu não era de aprontar muito. Só abri um buraco por baixo de quatro caixas de “serenata de amor”, que a senhora e tia quetinha tinham comprado para decorar a mesa pru aniversário da prima Nietta e comi tudo. Num teve decoração e eu ganhei um esporro daqueles e tremendo pirirí. Nessa façanha eu tinha dez aninhos. Foi lá em Vila Velha. Como castigo, a senhora me mandou para a casa de Dona Celeste – de quem eu tinha um medo danado. Fiquei lá três dias.
Outro dia, eu tava vendo o Canal Brasil quando o Macalé apareceu naquele programa do Pereio. Lembrei de outra passagem, aí em Linhares, quando, numa tarde, eu tava no pasto com Cariê ele me perguntou “Você tem visto o Macalé?”, ele sabia que, naquela época, eu e o tonho emprestávamos instrumentos e local para o Macalé e os “Brazões” ensaiarem “Gotham City” para o festival da Globo. Nós conhecíamos o Torquato Neto de rua( Torquato morava na Carlos Góis, em cima do Clipper) e a gente sempre tava em contato, pois emprestávamos discos prêle e ele corrigia nossas letras e dava idéias. Até o dia do suicídio. Me lembro como se fosse hoje que o porteiro falou para nós, “Acharam um bilhete no aquecedor dizendo “cuidado para não acordar o Tiago”( que era o filho pequeno dele). Será que Cariê tem entrado em contato com o Macalé? Eu, pelo menos, não o vejo desde a época da Rádio Roquette Pinto, quando ele tava casado com a Ana Maria Miranda(aquela que hoje é escritora) e apresentava, na rádio, a “Parada de Fracassos”. Isso já devia ser 1977.
Tia, lembrei disso tudo e muito mais coisa. Gosto de te mandar essas cartas porque a sra. deve ser a única pessoa que conheço que tem 92 anos e está mais lúcida que eu, que tô agora com 58 aninhos. E porque sei que a sra. as lê de cabo a rabo. Bom dia e um beijão do afilhado Luiz Sergio.