quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ponto Final

São 12 e 17 de hoje e o ano já era. Faltam 11 e 43 para 2009 bater na porta da frente e entrar com tudo o que tem direito. Como todos já devem estar com o saco cheio de retrospectivas e outras ivas do gênero, não temos mesmo nada o que falar, já que tudo já foi dito.
Esse será o último texto do ano que os meus três leitores terão o doce deleite de receber para uma degustação daquelas. Está chegando um pouco atrasado ao blog por motivos de total preguiça e desfrute da companha de um cãozinho que voltou a ser a cuíca do samba enredo da minha existência, cuja direção de harmonia anda meio tumultuada.
Falando em cuíca, sabem que nunca consegui tocar direito aquela coisa? Eu tive uma de metal, cum couro de gato daqueles bem esticadinhos, mas o resultado final era lamentável. Eu nem levava ela para os ensaios com as pessoas que eu toquei e acompanhei para evitar ser solicitado e mostrar que aquilo não era lá o meu forte.
Nos reveillóns passados, eu era mais prum agito, mas atualmente, estou mais retirado. Pelo visto vou ficar em casa vendo TV e ponto final.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Long Distance Voyager

Daqui a pouco, nove horas, estou de volta para BH. Esses doze dias que passei no RJ só serviram preu sentar praça na livraria da Travessa e tomar contato com muita coisa da civilização que não chega a BH.
Primeiro, porque não tem público e último porque lá a franquia tem diversidade de material bem mais estreita. Muita coisa que eu vi aqui lá nem chega, como os livros fotográficos sobre o RJ, os de colorir com carros dos anos 50, essas coisas que só aficcionado corre atrás.
Loja de CD não passei por nenhuma. Não me interesso mais por esse material e venho suprindo minhas necessidades básicas por outras fontes. Também deixei de lado os DVDs, pois o que eu tenho de material meu para ver que ainda não passei perto não está no Gibi. Assim, deixa isso para lá um pouquinho.
Só fiquei triste de não ter ido à Feira do Livro, que está na Praça N.S. Da Paz. Mas, essa falha será sanada na próxima vez que eu vier.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

No Limite

We are the world-We are the People! Estamos no limite desse 2008 que, até o momento, só teve como grandes atrações Madonna, Carla Bruni, Amy Winehouse e Axl Rose.
Aconteceram outras coisas sim, mas elas já são tão rotineiras nesses últimos 40 anos que falar delas é chover no molhado. Exemplo? Jagger & Richards. Continuam a toda e tudo indica que não vão parar tão cedo. Bill Wymann não guentou o tranco e largou a banda.
A volta do AC/DC às paradas aconteceu porque o material deles têm qualidade em relação à pobreza criativa que ronda o rock pesado.
Já o pop revelou o Paramore, que veio ao Brasil e fez duas apresentações antológicas no Rio e em Sampa. A vocalista Hayley Williams têm qualidade e, acredito, eles ainda vão dar muito o que falar prá galera especializada.
Outra coisa que eu gostei foi o DVD do Toni Platão, realizado pelo Gringo Cardia. Dispensável era o Jamari França com aquela barba vermelha. No mais, um lance preciso, profissional e uma participação antológica do Fausto Fawcett.
Não gostei: de uma biografia cinematográfica do Jimi Hendrix que a TV a cabo exibiu ad nauseam. Qualquer nota. Podiam ter levado mais vezes o filme do Keith Richards sobre o Chuck Berry.
No mais, vou dar outra garimpada e amanhã eu continuo a diatribe. Essa é que é a grande vantagem do Blog. Tenho coragem, falo bobagem e repito tudinho no dia seguinte.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Meninos, eu Ouvi!!!!!

Acredite se Quiser....... Nesse domingo, estava este que batuca este teclado experimentando um rádio véio, que tava nos guardados, quando eu , tomado de emoção, me vi levado ao passado, ao palco do auditório da Rádio Nacional. Tava no ar um programa de auditório, gentiboa! Isso! E sabem com quem ao vivo? Renato e seus Bluecaps!
Ouvi “Até o Fim”, “Você não soube me Amar” e um repertório desfiado cheio de guéri-guéri, completamente fora do tom e repleto de microfonias, quando a gente cantava sem retôrno, achando que tava abafando e, na verdade, o microfone tava captando a voz que cantava nele e a guitarra mais alta. O resto do instrumental tava embolado numa cacofonia que não dava para diferençar peido de dó de peito. E, para ajudar ainda mais a confusão, o animador- Cirilo Reis velho de guerra- dava o microfone para alguém do auditório “cantar junto”.
Conhecendo Renato Barros como eu conheço, ele devia estar curtindo a coisa toda, numa daquelas viagens delirantes de flashback, com a mente rodopiando no carnaval que as recordações trazem, embaralhando Lilian Knapp, Carlos Imperial, Erasmo, todos os caras que fizeram parte do line up, o Arlênio Lívio amigão e locutor. Garanto que a única coisa que faltou para dar o clima foi o ácido, pois o resto estava todo presente.
Apesar de toda a parafernália moderna, programa de auditório continua a ser aquela bagunça improvisada, onde tu tem cinco minutos para montar, um espaço temporal para tocar de qualquer maneira e cinco minutos para retirar tudinho do palco, pois, como diz a MTV, a fila anda, maninho! E o programa animado pelo Cirilo estava se revelando aquela bagunça flashback. Encerrando daqui, a rádio passou para Brasília, num daqueles noticiários-padrão cópia da CBN e a mágica fez pluft! Devanescendo-se num dos fantasminhas que minha juventude registrou e que não voltam mesmo, ainda mais que não estou aqui para tentar resgate de juventude alguma. Vivo nessa e é bom a bessa. Tchau!

As Atribulações de um Carioca no Leblon

Hoje, a manhã começou com um blecaute daqueles digno de causar inveja no general da banda. A light veio fazer reparos na rede e o porteiro disse que avisou a empregada que disse que avisou cá em casa e nesse disse me disse ficamos sem luza de 9e 30 até as duas da tarde.
Como minhas pernas andam meio rebeldes e a escada tava um breu só, resolvi ler O GLOBO e descobri um monte de coisa boa. Que não sou só eu que goza o casal Camelo(Mallu e Marcelo). Até o Artur Xexéo já os colocou no páreo da Mala do Ano e o pessoal da Casseta chama o Marcelo de adulto prodígio.
Adorei essa porra de adulto prodígio e fiz a minha lista de Apês(Adultos Prodígio) de todas as épocas, sempre lembrando que o eixo Rio-Sampa sempre foi repleto de manifestações do tipo.
Roberto Dávila quando começou no Jornalismo era um adulto prodígio. Confirmou o fato ao namorar a Ministra Ellen Gracie e ir passar fins de semana escondidinho em Paris com sua amada. Depois, Marisa Monte e Patrícia Marx, que se tornaram Adultas Prodígio ao namorarem o adulto prodígio Nelsinho Mota. É bom lembrar que o critério da escolha é tão elástico como uma Jontex e que o conceito adulto prodígio é transmissível, bem no estilo de filme trash, podendo qualquer um ser afetado por essa peste.
Um exemplo de como o contato mútuo torna um casal adulto prodígio? Fafá de Belém e Raul Mascarenhas. Que, mesmo após a dissolução, só foram passar o galardão a outro casal: Déborah Secco e Falcão. Falando nisso, a simbologia sexual é um passo a frente para o indivíduo(a) se tornar um adulto prodígio. A lista é grande. Citando apenas alguns: Danielle Winitz e o filho Noah( apesar de não ter um ano, vai pegar a praga por osmose), A minha, a tua, a nossa Adriane Galisteu! Juliana Paes, sua mansidão de maridinho e toda a salada de fruta feminina que surgiu debaixo dos holofotes este ano, com melancias, jacas e moranguinhos superando os exocets de Fausto Fawcett.
A escolha do Adulto Prodígio de 2009 já começou. Assim sendo, não deixe que o fato aconteça e você se exponha. Já imaginou você, debaixo de um holofote, recebendo o galardão? Pois é, zifiu.........

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ressacão Mal Administrado

A Mídia nesse final de ano está fazendo de tudo para não ser pop junto a quem a consome. Não existem CDs bons para serem pirateados, o mesmo acontece com DVDs e até a TV paga mostra sinais que a repetição vai ser a tônica nesses três dias que faltam.
Até Roberto Carlos decepcionou seus fãs de caderninho. Um deles é minha mãe, que já reclamou comigo da participação de Caetano Veloso no especial de fim de ano do Rei. Argumentei com ela que o velho compositor bahiano, que dizia que tudo era lindo e maravilhoso, tinha virado um calhambeque de mais de 60 anos, que o Erasmo não tinha mais como manter a fama de mau porque nem namorada tinha( com aquela cara? Nem garoto de programa!)e que Zezé di Camargo & Luciano mereciam estar alí para dar destaque aquele Sertãonojo( ou Breganejo?) que eles sempre cantaram e que a galera hoje adora.
Como eu passo ao largo do vídeo nesse período, não estou nem aí para o que passa ou não passa, já que minhas incursões se resumem à MTV, History Channel, NatGeo e Discovery. O resto eu num tô nem aí. Vou dar uma zapeada neles e ver se pinta algum destaque. No mais, vou abrir um vinho e ficar chateando minha coleção de MP3. Lá sempre têm coisa boa para reouvir.
Nota: Como esse é o meu post de número 365, a partir de amanhã já estarei em 2009. Assim sendo, sorry periferia! Como é bom andar a frente de meu tempo, he!he!he!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Amanhã é 27

Vi no “Globo” de hoje que a Warner Music resolveu lançar “The Doors live at Matrix”, uma gravação anterior ao sucesso da banda, gravada quase que artesanalmente no local e restaurada pelo Bruce Botnick, produtor dos discos que causaram impacto a partir da fama de Jim Morrison and meninos. Realmente o ACM está certo. É uma coisa para fãs. Não é uma coisa para quem gosta, pois Doors ao vivo é muito ruim, haja ouvir o material de catálogo, que não é lá essas coisas.
Tocando nesse assunto, existem bandas as quais o registro ao vivo é deletável. The Tubes é um exemplo, a Sensational Alex Harvey Band é outro, Cheap Trick é mais uma. Beach Boys não tem graça nenhuma e seu catálogo possui um “fake” histórico – “The Beach Boys Party”- tão ao vivo quanto o DVD do Toni Platão, o qual o grupo tentou redimir com o “The Beach Boys Live in London”, numa tentativa debalde, já que volta a parecer um disco gravado de “take único” num auditório vazio, com ambiente e palmas mixados depois na pós-produção. Brian Wilson nunca soube lidar com esse tipo de captação de registro, detestando qualquer manifestação que estivesse longe de “overdubs e mais overdubs”. O mentor dele, Phil Spector, cometeu seu maior fracasso ao congelar a eletrização espontânea de Ike & Tina Turner, que se exprimiam tão bem ao vivo e, em estúdio, eram aquela coisa trágica e gongórica revelada em “River Deep Mountain High”.
Já os registros “Live” dos Rolling Stones valem a pena pelo clima anfetamínico(“Got Live If You Want It”- O primeiro, ainda de 1965) e pela vibração captada(“Get Yer Ya-ya´s Out” e os subsequentes em Chicago e New York)e os de Jimi Hendrix pelo desleixo e improvisação antológicos que o guitarrista conseguia criar. “Live in The West” é o grande exemplo.
Num retrospecto, podemos dividir a História da Música gravada elétricamente(anos 40 para cá) em fases. A primeira delas é a reunião, fase no qual o jazz é preponderante com os clássicos do final dos anos 40 indo até os anos 50, onde grandes nomes em cada instrumento são reunidos em sessões históricas. No final dos anos 50/ early 60, temos o início das fusões, com um Miles Davis imperativo em “Sketches of Spain”, no aparato sinfônico com Gil Evans e, encerrando a década, no elétrico descabelado do “Miles at Fillmore”, trazendo na cola os Return to Forever e John McLaughlin da existência. A música divertimento é responsável pelo interlúdio, com a explosão do disco e afins, dando lugar aos acústicos e unpluggeds, que fazem a tônica dos anos 80 até hoje, idade do DVD.
Se eu esqueci de algo, depois eu volto a bater na tecla, já que assunto não falta para isso e o único jeito que eu achei para encerrar o texto foi esse. Tchau.